A ferramenta tecnológica que possibilita a marcação de consultas médicas através de um portal na Internet está em funcionamento desde 2010, mas, segundo a diretora executiva do ACES Oeste-Norte, “ainda não está devidamente implementado e divulgado em muitos locais”. Por outro lado, Alexandra Borges apontou que “alguns utentes têm dificuldade em aceder” porque não perceberem de novas tecnologias.
Uma funcionária da junta de freguesia vai ajudar os utentes nesse serviço, nos cinco dias em que a autarquia está aberta, o que é outra vantagem, porque a extensão de saúde só funciona três dias por semana.
O presidente da Junta de Freguesia, Fernando Horta, faz notar que “especialmente a população mais idosa não tem acesso nem conhecimentos, e quando vem à junta tratar de outros assuntos faz o registo no portal, marca consultas e pede medicamentos, evitando deslocação e filas de espera no centro de saúde, o que vai melhorar o seu funcionamento”, onde existem 1300 utentes, que assim verão a sua vida facilitada.
Este é um serviço que se destina a todos, independente de serem ou não idosos, possibilitando que o recurso tecnológico deixe de ser apenas uma mais-valia nos grandes centros urbanos, sendo alargada aos aglomerados ditos rurais.
Esta é primeira junta de freguesia a tornar-se parceira do ACES Oeste-Norte e Celeste Vieira, responsável do Gabinete do Cidadão do agrupamento, indicou que ao mesmo tempo aproveita-se para divulgar o portal do utente, que permite a partilha de informação dos dados dos utentes a nível nacional e, a curto prazo, internacional.
“Os utentes podem ser atendidos em vários pontos do país e a informação clínica é partilhada entre os profissionais de saúde, para não duplicarem exames nem prescreverem receituário desadequado, para que não sejam apenas os doentes a transmitirem aos médicos o seu historial, o que permitirá melhorar a prestação de cuidados de saúde”, sublinhou Alexandra Borges.
Francisco Gomes




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