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“Em Busca da Passarola” no Montejunto

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A serra de Montejunto acolhe, de 15 a 24 de abril, a 12.ª Semana da Floresta, que este ano desafia os estudantes a partir “Em Busca da Passarola”, inspirando-se no romance histórico de José Saramago, “Memorial do Convento”. Mais de um milhar de crianças, do pré-escolar ao 2.º ciclo do concelho do Cadaval voltará a subir ao Montejunto para participar em atividades de sensibilização para a preservação da floresta e do património em geral.

A Lenda da Passarola trata-se de uma narrativa ficcionada, adaptada do clássico romance do Prémio Nobel da Literatura português no intuito de enquadrar a 12ª Semana da Floresta – atividade anualmente promovida pela Câmara Municipal do Cadaval.

A lenda remonta ao tempo de D. João V e à época da construção do Convento de Mafra, ocasião em que terá caído, na serra de Montejunto, uma “estranha máquina voadora”.

Essa máquina voadora havia sido construída por um padre de Lisboa, Bartolomeu de Gusmão, e por um homem do povo, Baltazar Sete Sóis, que vive um grande amor com uma mulher mágica, Blimunda Sete Luas. Blimunda era especial porque via as pessoas “por dentro”, conseguindo retirar-lhes das entranhas as “vontades” – combustível que dava à máquina voadora a possibilidade de voar. A máquina, por ter forma de pássaro, seria apelidada de “Passarola”.

A Passarola voaria, para espanto de todos, mas viria a cair em Montejunto. No sopé daquela serra, junto à povoação de Pragança, os três personagens despedir-se-iam, com a promessa de ali se reencontrarem daí a três meses, junto à máquina voadora, o que não viria a acontecer.

O percurso que as crianças terão de realizar, em Montejunto, tem por objetivo descobrir a localização da Passarola voadora, tendo, para tal, de superar diferentes provas.

A temática será dinamizada através da teatralização (com a participação de diversos elementos ao serviço da Câmara Municipal) e da adaptação da narrativa ao contexto físico e histórico da serra de Montejunto.

Assim, o ponto de partida será a Capela de N. Sra. das Neves, no alto de Montejunto, onde os jovens receberão instruções de um pretenso Padre Bartolomeu de Gusmão. Já no Convento dos Dominicanos, outros personagens como um “antipático” trabalhador, Julião Mau-Tempo, ou ainda um frade dominicano, irão dar pistas às crianças com vista à resolução do enigma da história. Pelo caminho, que se fará através da conhecida Calçada dos Frades, as crianças encontrarão diversos outros personagens, uns mais misteriosos do que outros, e até figuras imaginárias, que lhes darão indicações adicionais sobre o trajeto e sobre os supostos “perigos” a ultrapassar nesta aventureira missão.

Também os restantes dois protagonistas da história, Blimunda e Baltazar, farão parte deste fantástico percurso, que terminará na zona do Parque das Merendas.

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