“Enquanto não houver responsabilização criminal dos políticos e presidentes de empresas públicas que levam as empresas à falência, quantas vezes dolosamente ou por negligência e quantas vezes, todos sabemos, por negócios escuros, a simples alternância política não é pena, porque hoje sai, mas amanhã, daqui a quatro anos, está de volta”, diz Fernando Costa, sintetizando que “vale a pena ser criminoso” na política portuguesa.
A propósito do regresso de José Sócrates como comentador na RTP, o autarca diz que “para ser comentador é preciso ter regras deontológicas, isenção, honorabilidade, tem de ter a seu favor algum crédito intelectual”. “Mas ele vem por todos os princípios e todas as razões que não são estas. Lamento profundamente”, acrescenta.
Na mesma entrevista e questionado sobre se sente paralisado devido à indefinição quanto à limitação de mandatos, Fernando Costa diz que se sente “zangado com a Assembleia da República e com os partidos”, e frisa que, se fosse presidente da Assembleia da República, já tinha dado um puxão de orelhas aos deputados, que são quem deve decidir nesta matéria. O autarca considera “ridículo” que o Parlamento não esclareça esta matéria, “sobretudo depois da chamada de atenção feita pelo Presidente da República e pelo provedor de Justiça”.



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