O tenor italiano Giovanni D’Amore, amigo de António Marques, interpretou duas canções e encantou o público com a sua voz.
Hermínio Martinho elogiou o trabalho de António Marques e destacou a importância que dá à cultura e património. “É uma obra diferente, são dois livros num, com 35 autores e 35 textos sobre terras portuguesas, algumas delas as mais profundas e belas do nosso país”, disse o ex-político, acrescentando que os autores “estão muito ligados às nossas raízes, dando origem a uma simbiose e uma valorização do livro muito pouco vulgar”. “Quem ler irá perceber isto que estou a dizer e irá sentir-se atraído e motivado para não parar até acabar o livro”, apontou Hermínio Martinho que atualmente vive em Santarém mas vem com frequência a Caldas da Rainha. Deixou a política e está ligado à Tecnovia – empresa do setor da construção civil e obras públicas.
Desde há 20 anos que o Jornal do STAL, com uma tiragem de 70 mil exemplares, “conquistou um lugar para a cultura no âmbito social”. “É inédito, não há nenhum jornal sindical a nível de Portugal e mesmo a nível da Europa como o nosso, que dedique uma página que foi conquistada para a cultura”, disse o autor. Segundo o diretor da Expoeste “cada um dos autores retratados têm um trabalho muito apurado por vezes de vinte ou trinta páginas e depois foram sendo condensados para serem adaptados a uma página de jornal”, explicou, acrescentando que “os autores portugueses são de uma riqueza formidável em termos da defesa da nossa língua”. Na obra estão apresentadas as figuras mais emblemáticas da literatura portuguesa, por Camões, Padre António Vieira, Aquilino Ribeiro, entre outros. “Podem ser lidos por gente comum, foi esse o principal sentido pedagógico que quis dar a este livro”, disse António Marques.
A outra parte do livro apresenta o país. “Nós somos daqueles que julgamos que os outros países do mundo são todos mais bonitos do que o nosso, e isso é errado”, afirmou o autor. “Nós temos um país pequeno mas do mais bonito que há pelo mundo fora”, disse António Marques, que para as suas crónicas andou a descobrir os pedacinhos mais bonitos de Portugal. “Uma das maiores descobertas que fiz ultimamente foi uma visita ao Cais Palafita da Carrasqueira, do concelho de Alcácer do Sal, e perante um património daqueles fiquei encantado”, sublinhou o autor.
António Marques não escreveu sobre as Caldas. “Não fiz nada sobre este concelho de propósito, embora tenha muitos textos, porque seria ousadia demais eu estar a apresentar a terra onde resido, mas fiz sobre Óbidos”, explicou.
Nasceu em África, viveu em França mas para António Marques, não há língua mais bela do que a “portuguesa”. “Temos de lutar por ela”, afirmou, elogiando o fato da Câmara Municipal das Caldas ter recusado o acordo ortográfico.
Tinta Ferreira desafiou António Marques a escrever um livro sobre Caldas da Rainha, o que foi aceite pelo autor.
António Marques continua a escrever as duas crónicas para o Jornal do STAL. Revelou que a próxima edição terá uma crónica sobre Álvaro Cunhal, que vai ter uma exposição no Museu de Ciclismo das Caldas. “A história do século vinte não se fará sem Álvaro Cunhal, uma grande figura politica”, disse o autor.
No final houve uma sessão de autógrafos e foram muitos os que esperaram para terem os seus livros assinados pelo autor.
O livro custa 10 euros e o lucro obtido reverte a favor dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha. Pode ser adquirido na sede dos Bombeiros.
Marlene Sousa




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