Acompanhadas por agentes da PSP, as técnicas da Segurança Social estiveram no estabelecimento, situado numa vivenda à beira da EN360, junto à Zona Industrial das Caldas da Rainha. Ali encontravam-se seis idosos, quatro em regime permanente e dois apenas durante o dia, com idades entre os 72 e os 88 anos.
A vivenda dispõe de dois quartos, com duas camas, onde ficavam, separadamente, os homens e as mulheres. Outras duas senhoras permaneciam na casa em regime diurno. Um terceiro quarto era ocupado pelo proprietário, que não quis prestar declarações.
“As técnicas da Segurança Social contaram que houve funcionárias que aqui trabalharam que disseram que os idosos eram maltratados, mas eu não tenho razão de queixa nenhuma, as condições são boas, a minha mãe estava bem tratada e a casa sempre limpa. Estranho esta situação”, relatou Idalina Marques, cuja mãe estava há cinco meses na casa de acolhimento.
“Explicaram que havia denúncias de que os idosos eram maltratados e que o lar era ilegal. Estou perplexo e não percebo qual a razão porque foi fechado, porque a minha mãe tem melhores condições aqui do que em minha casa e tenho a certeza que não há maus tratos físicos nem psicológicos”, referiu Carlos Jorge, que contou que pagava 550 euros mensais pela permanência da mãe, de 88 anos, que está de cadeira de rodas.
“Eu gostava de estar aqui, estava-se bem”, manifestou António Casimiro, de 87 anos, que se encontrava há três dias na vivenda.
Os familiares foram contactados pela Segurança Social para irem buscar os idosos. Um deles, Joaquim Cordeiro, de 83 anos, que estava em recuperação de uma pneumonia, foi transportado numa ambulância para o hospital.
Francisco Gomes






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