“Com a nova Lei do Orçamento de Estado, todas as acumulações de serviço dos enfermeiros não irão ser renovadas, resultando numa diminuição daqueles profissionais no concelho do Cadaval”, indica.
O Município aponta que “num curto espaço de tempo, o Centro de Saúde do Cadaval passou de 12 para 4 médicos de família, que têm sido substituídos esporadicamente, de forma avulsa, por médicos a “horas”, o que tem vindo a diminuir a qualidade dos serviços de saúde prestado”.
O diagnóstico da Rede Social revelou como problemáticas, no âmbito da Saúde, os escassos recursos humanos, materiais e financeiros e ainda o envelhecimento populacional e, consequentemente, o aumento de procura dos serviços de saúde por parte da 3.ª Idade. Segundo os últimos dados censitários o concelho do Cadaval demonstra o maior índice de envelhecimento da região Oeste.
A autarquia diz que tem demonstrado toda a abertura para, em conjunto, serem resolvidas as problemáticas subjacentes, pelo que “não podemos aceitar que os serviços de enfermagem possam acabar sem as alternativas estarem prontas para mitigação dos problemas, relacionados com a redução dos recursos médicos no concelho”.
“Exigimos, assim, que o Cadaval e as suas populações sejam tratados com o mínimo de respeito, e que o Ministério da Saúde esclareça que medidas pretende tomar com vista à mitigação dos já débeis serviços de Saúde no concelho do Cadaval”, lê-se na moção aprovada e enviada ao Presidente da República, Primeiro Ministro, presidente da Assembleia da República, Ministério da Saúde, Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da República, ARSLVT e ACES Oeste Sul.



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