Aquando da abertura da mostra, no início de março, Vítor Marceneiro, neto do conceituado fadista e acérrimo promotor do fado, manifestou-se orgulhoso por ter colaborado, com a biblioteca municipal, na produção da exposição sobre a vida e obra do seu avô, bem como de ver criada, na “amada” terra de Marceneiro, a Associação Cultural “O Patriarca do Fado”.
O presidente da Câmara, Aristides Sécio, expressou, na ocasião, “o grande orgulho do Cadaval pelo facto de este grande ícone do fado estar, de algum modo, associado ao concelho”. Lembrou ainda o prévio reconhecimento público a Alfredo Marceneiro, feito pela câmara municipal e junta de freguesia no tempo do seu antecessor, Valentim Matias, dando o nome do fadista ao pátio confinante com a antiga sede camarária.
O autarca felicitou também a associação “O Patriarca do Fado” pela sua criação e implementação no Cadaval, manifestando-se expectante do trabalho que a mesma venha a desenvolver em prol da divulgação do nome de Alfredo Marceneiro, e do fado em geral, bem como da afirmação do concelho do Cadaval.
Armindo Rosa, presidente da direção da Associação Cultural de Fado “O Patriarca do Fado – Alfredo Marceneiro”, agradeceu à câmara municipal “a colaboração prestada e a boa vontade demonstrada”, nomeadamente na disponibilização de um local para instalação da sede da associação, a qual, segundo referiu, “surge num momento oportuno, por quase coincidir com a elevação do Fado a Património da Humanidade”.
Para Francisco Pinteus, presidente da assembleia geral da associação, a constituição formal da mesma representa “mais uma pedra que lançamos numa obra que pretendemos venha a dignificar o Cadaval”.
No que toca à exposição, ela compreende diversos painéis ilustrativos do percurso de Alfredo Rodrigo Duarte, popularmente conhecido por Alfredo Marceneiro (devido à profissão que exerceu), incluindo ainda objetos pessoais do intérprete da célebre “Casa da Mariquinhas”.




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