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Visita Pastoral a Tornada e Salir do Porto

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Os Bispos Auxiliares de Lisboa, D. Nuno Brás e D. Joaquim Mendes visitaram as Paróquias de Tornada e Salir do Porto, respetivamente, no âmbito da Visita Pastoral à Vigararia Caldas da Rainha - Peniche, nos dias 16 e 17 de fevereiro. Celebrando o primeiro domingo da Quaresma, os responsáveis da diocese desafiaram os cristãos a aprofundar o testemunho pessoal e comunitário de fé, através da partilha em comunidade. No Centro Pastoral de Tornada, num encontro com os membros das Comissões de Igreja, Catequistas, Ministros Extraordinários da Comunhão e Acólitos, do Campo, Chão da Parada, Reguengo da Parada e Tornada, D. Nuno Brás certificou que Deus convida todos os cristãos, embora “pecadores, fracos, frágeis, na necessidade de conversão, a serem a sua presença e a procurarem corresponder ao seu amor, na união uns com os outros e sobretudo com Jesus Cristo”.
Paroquianos de Tornada unidos na receção de D. Nuno Brás

O responsável pela Zona Pastoral Oeste lançou o repto à comunidade paroquial: “Nunca deixem que a comunidade cristã de Tornada se torne numa associação cultural e recreativa ou numa instituição de caridade”. Desde que iniciou a visita pastoral à Vigararia de Caldas-Peniche, o bispo tem visitado diversas associações, de idosos, de crianças, de música e até de ranchos, mas apesar de serem “úteis e maravilhosas, não são Igreja”.

“As Bandas Filarmónicas que tenho conhecido é raro aquela que não teve na sua origem um padre, mas são realidades humanas. A Igreja nasce de Deus, portanto o centro nunca são seres humanos, o centro é sempre Jesus Cristo, vivo e ressuscitado no meio de nós”, manifestou D. Nuno Brás. O Bispo Auxiliar de Lisboa partilhou ainda as palavras do Papa Bento XVI, na Mensagem da Quaresma para o Ano da Fé: ‘Aquele que vive do amor de Deus, não pode deixar de o mostrar tomando cuidado do próximo’, valorizando a verdadeira missão “mas sempre a partir do amor de Deus”.

A Paróquia de Nossa Senhora da Anunciação de Tornada aproveitou a ocasião da visita pastoral para embelezar a zona envolvente ao Batistério da Igreja Matriz, cujo projeto é da autoria dos artistas caldenses, Mário Reis e Vitor Reis. O painel integra peças de cerâmica, compostas pela simbologia dos três sacramentos de iniciação cristã, o Batismo, a Eucaristia, e a Confirmação numa alusão à invocação do Espírito Santo, transformando num espaço com melhor captação de luz.

Após a Eucaristia presidida por D. Nuno Brás, participada por cerca de duas centenas de cristãos, a comunidade paroquial reuniu-se num jantar convívio no Restaurante O Cortiço, na companhia do Bispo Auxiliar de Lisboa e do presidente da Junta de Freguesia de Tornada, Henrique Teresa. Foi a melhor forma da comunidade paroquial se juntar, concretizando-se num momento de união e alegria entre todos, os quais testemunharam, que já há alguns anos não o sentiam. Os cristãos de Tornada, já satisfeitos com os primeiros dois meses de ação pastoral do novo prior, cantaram-lhe os parabéns pelo seu 50º aniversário natalício e pelos 25 anos sacerdotais que completa neste Ano da Fé.

O pároco de Tornada e Salir do Porto, padre Mário Campos, fez ao JORNAL DAS CALDAS o balanço da visita pastoral às duas paróquias, exteriorizando a vivência de um momento de “grande bênção e muita graça em comunidade”. Considerando os bispos como “os nossos apóstolos de hoje”, o sacerdote acentua que os cristãos devem ter esta realidade cristã bem presente nas suas vidas, com a responsabilidade de continuar a confiar no trabalho, que desde das suas origens, figura uma Igreja apostólica presente e atuante. Segundo o presbítero, tanto o D. Nuno como o D. Joaquim “deixaram claro que o que eles fazem e comunicam é uma experiência que se tornou uma herança viva da Igreja, o contato profundo e íntimo com Jesus Cristo pelo qual nós somos convocados a ser Igreja”.

Segundo o sacerdote, ambas as paróquias responderam positivamente ao convite em diversos sentidos: “dinamizando e unindo-se para acolher o bispo e colaborar com ele, porque a Eucaristia é o clímax da fé; o fato de se ter juntado praticamente toda a paróquia para celebrar com o bispo, preparando e vivendo juntos a festividade; são portanto sinais evidentes de uma fé viva”. “Creio que a paróquia de Tornada só tem a ganhar se sempre dinamizar alguma coisa juntos”, considera o padre Mário Campos, certo de que a visita pastoral “deixa-nos desafios muito concretos, alertados pelos nossos bispos”. “Nós precisamos de aprofundar o nosso testemunho pessoal e o nosso testemunho comunitário de fé”, não numa realidade vivida individualmente, mas convictos de que a fé “nos convoca à partilha em comunidade, à conversão pessoal”, com a audácia de chegar mais perto do próximo, “pois não existe comunidade se não existir fé”, garantiu o responsável das paróquias.

Para o padre Mário Campos, nomeado recentemente pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa como administrador paroquial de Tornada e Salir de Porto, o momento que o emocionou mais foi os convívios após as missas, “onde estivemos presentes nessa vontade de partilhar, conviver e de manifestar alegria de estarmos juntos”. “Acho que foi um sinal extremamente positivo e esforçar-me-ei para ousar essa experiência bonita de comunidade, e espero também que as paróquias se esforcem para aprofundar este sentido de ser comunidade, que também se constrói à mesa, pois ela é o lugar privilegiado do encontro das pessoas, das emoções, de tudo aquilo que faz parte da nossa vida”, concluiu o sacerdote.

?João Polónia

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