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Oeste investe na floresta

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A Associação Interprofissional da Floresta do Oeste (Afloeste) anunciou que vai avançar com o processo de certificação regional de uma área de cerca de 75 mil hectares de floresta, afirmando tratar-se da maior do país. O presidente da Afloeste, Pedro Santos, explicou à agência Lusa que a associação viu aprovada uma candidatura ao Fundo Florestal Permanente, através do qual conseguiu obter 40 mil euros de financiamento e está a avançar com o processo de certificação regional da área florestal.

O processo deverá estar concluído dentro de seis meses e “permite valorizar a produção florestal junto da indústria, quer seja madeira de pinho ou madeira para pasta de papel”, explicou o dirigente.

Pedro Santos considerou “que há um grande potencial florestal na região, a mais importante do país para a indústria da pasta de papel, tendo em conta as características dos solos. Temos condições excelentes para produção florestal e é a região florestal com maior potencial industrial”, disse.

Um metro cúbico de madeira certificada pode chegar a custar quatro euros, o que significa que um hectare poderá render na ordem dos 600 euros.

No Oeste, existem 75 mil hectares de floresta, capazes de gerar receitas na ordem dos 45 milhões de euros. A Afloeste estima que até 2045, a área florestal pode aumentar 45%, ou seja, mais 15 mil hectares.

O investimento na floresta é uma oportunidade para “gerar riqueza na região”, onde muitos terrenos agrícolas estão incultos e podem ser reconvertidos.

A floresta pode ser uma alternativa ao abandono agrícola e poderá estar ao alcance dos proprietários: o povoamento florestal de um terreno poderá custar entre 1000 a 1500 euros por hectare, seja eucaliptal ou pinhal.

Face ao potencial económico da floresta na região, o número de produtores florestais tem vindo a aumentar, de acordo com a Afloeste.

No Oeste, a indústria da pasta de papel é o principal destino da produção florestal, seguindo-se a indústria da madeira.

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