Segundo o Presidente da Câmara Municipal de Óbidos, criou-se a “oportunidade de introduzir dentro do centro histórico a possibilidade das pessoas poderem viver e trabalhar, com a reabilitação de um conjunto de casas que o Município conseguiu ir comprando ao longo dos anos e depois, mal conseguiu ter apoios, nomeadamente fundos comunitários, para poder recuperar essas casas, desenvolver essa estratégia”.
“Há aqui o cruzamento entre política de requalificação, política de recuperação e valorização patrimonial e meter dentro de um centro histórico atividades económicas também para combater aquilo que são as atividades monopolizadoras do turismo e da cultura, que normalmente ocupam áreas como esta”, explica o autarca.
Telmo Faria afirma que a intervenção que está a ser feita é a “resposta daquilo que é possível”, uma vez que, dentro de um quadro geral em Portugal, “não há uma política pública de apoio à recuperação do património”, o que leva à desertificação dos centros históricos um pouco por todo o País. “É muito difícil contrariar esta tendência, pela inexistência de políticas públicas, nomeadamente de gavetas financeiras, ou de ações, que de modo concertado, privilegiem a recuperação do património, seja por parte de uma Câmara Municipal, seja por parte dos proprietários”, lamenta.
De acordo com o autarca, quem imagina que é fácil repovoar os centros históricos “está enganado”, uma vez que o País “não está a olhar como deveria ser” para estas situações.
“E, portanto, se conseguirmos atrair jovens famílias que tenham uma profissão criativa, uma atividade económica que encaixe dentro das economias criativas, nós cederemos por rendas justas e equilibradas, através de um procedimento concursal, para que as pessoas possam candidatar-se à ocupação dessa




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