Mitigar as desigualdades sociais no concelho promovendo a coesão social foi o objetivo que, segundo Eugénia Correia, esteve na base da criação da Rede Social do Cadaval. Porém, de acordo com a vereadora da Ação Social, foram os constrangimentos identificados, ao nível do atendimento e acompanhamento social, que fizeram com que surgisse a necessidade de repensar a ação social no concelho, à luz do novo conceito de Intervenção Social Integrada, para efetivar o sucesso do trabalho em rede e da ação social.
Aristides Sécio, presidente do município do Cadaval e, por inerência, do CLAS – Conselho Local de Ação Social, referiu ser “essencial fazer a caraterização do perfil do carenciado moderno”. O edil defendeu, por outro lado, que “o técnico social deve ter uma grande componente de trabalho humanitário” e “algum espaço de manobra para que possa intervir de imediato” nas situações que o exijam.
A procura de respostas céleres para casos de intervenção urgente, contornando-se burocracias e procedimentos morosos, foi, de um modo geral, defendido pelos oradores. A intervenção social integrada vem, precisamente, tornar mais céleres e incisivas essas respostas, evitando duplicação de intervenções e permitindo, também, a rentabilização de recursos.
Maria da Luz Rosinha, presidente do município de Vila Franca de Xira, reconheceu existir “uma dificuldade de atuação muito grande, que tem de ser rapidamente resolvida, do ponto de vista legislativo e burocrático”. A também interlocutora da Associação Nacional de Municípios Portugueses para as questões sociais entende ser necessário “dar mais poder às entidades representantes do Estado”, referindo, nomeadamente, os serviços locais de Segurança Social, em prol de uma atuação mais rápida por quem está mais próximo.
Assistiram e intervieram ativamente no debate técnicos e dirigentes de diversas instituições/entidades locais, e também regionais, que atuam na área da intervenção social, no total de cerca de cem participantes.




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