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Feriado Municipal de Óbidos

Telmo Faria fez reflexão valorizando as conquistas nos últimos 11 anos

Marlene Sousa

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“O que começámos em janeiro de 2002 foi o início de um processo de transformação profundo que rompeu com tudo o que de mais forte até então alguém se lembrara para Óbidos”, disse, o presidente da Câmara Municipal de Óbidos na sessão solene do feriado municipal que decorreu no passado dia 11 de janeiro, no complexo escolar do Alvito, Revelou que num ano de profunda crise no país o município de 12 mil habitantes investiu “13 milhões de euros só em novas obras”. Antes de falar do futuro, fez um reflexão profunda valorizando o que foram capazes de conquistar nos últimos 11 anos, por ser o último feriado a que preside ao executivo. Criticou alguns elementos da oposição do município alegando que aproveitaram a crise económica e social gravíssima para inventaram um retrato de irresponsabilidade da “nossa gestão a tentarem virar as pessoas confusas pelos tempos incertos que atravessamos”. “O que se passa na cabeça destas pessoas?”, questionou, querendo “justiça” por terem colocado Óbidos “a dançar” e “num território que só ambiciona inovação e pessoas com melhores condições de vida”.
O presidente da Câmara Municipal de Óbidos revelou que num ano de profunda crise o município investiu 13 milhões de euros só em novas obras

O autarca lembrou todo o progresso que fizeram nesta última década, com mais de “200Kms de pavimentações ou dezenas de requalificações”.

Falou dos grandes eventos que tem sucesso em Óbidos, como o Festival de Chocolate, Vila Natal e Mercado Medieval. “Muitos perguntam como é possível angariar milhões de euros a partir desta estratégia quando afinal o Castelo sempre lá esteve e parece que ninguém o viu”, disse, Telmo Faria, acrescentando que deram e continuarão a dar uma lição do que “é pegar num centro histórico e dar-lhe vida ou de como podemos tirar partido para um anel de aldeias e comunidades em seu redor, para quem Óbidos deixa de ser apenas a sede do poder político, fiscal e religioso, mas o pote dinamizador para as suas realizações amadoras de cultura, de intervenção social ou desportiva, com que milhares de pessoas, através de dezenas de associações beneficiam e ganham outro relevo interno”.

A transformação de Óbidos numa referência na educação, não apenas pela arquitetura escolar, mas pela inovação do seu projeto educativo continua a ser um dos objetivos do presidente da Câmara que voltou a destacar os grandes investimentos municipais de Óbidos na educação. Orgulhoso com o seu parque escolar inteiramente moderno que já mereceu vários prémios internacionais (entre o melhor do mundo para a OCDE), criticou outas autarquias que apostaram em “estádio e centros culturais hoje praticamente desertos”.

Depois de terem construído uma estrutura de receitas a partir da captação do grande investimento no turismo, Telo Faria revelou que tinham “a partir de 2007/08 condições de distribuição de riqueza assinalável, mas ainda insuficiente para apenas em 2 anos dispormos de 16 milhões de euros”. O autarca explicou que “nem novas receitas próprias nem o atraso dos fundos comunitários evitaram que o município de Óbidos pela primeira vez durante a nossa governação tivesse que recorrer a um empréstimo bancário”, referindo que “até aí só amortizámos empréstimos de gestores anteriores”. Segundo o presidente da Câmara, “a consequência financeira desta operação foi terminar o ano de 2009, já com quebra de receitas próprias devido ao congelamento da economia, com uma dívida a fornecedores de 9,2 milhões de euros e com uma autonomia financeira de 48,35% dependendo financeiramente de terceiros em 51,65%”. A partir desse momento, Telmo Faria disse que alguns “não hesitaram em iniciar o discurso da descredibilização e da falsidade de que o Município estava falido”. De acordo com Telmo Faria as contas de 2010, 2011 e 2012 vêm contrariar a mentira e o boato que “alguns quiseram colocar em marcha”. “A concretização das medidas de contenção da despesa e racionalização da receita definidas em 2010, 2011 e 2012 revelaram um controlo de gestão constante e rigoroso, que permitiu diminuir a despesa, bem como reduzir para metade a dívida a terceiros em 4,6 milhões de euros”, revelou, acrescentando que “a atitude de prudência por parte do executivo, revela preocupação em garantir futuro financeiro confortável, que possa ancorar a estratégia delineada para o Concelho”.

O autarca revelou ainda que o crescimento em número de edifícios em mais de 40% revelados no Censos de 2011 e o aumento da população fruto das estratégias de atracão deve-se a “uma migração de famílias que abrem caminho para maiores receitas próprias já com peso significativo a partir do próximo ano, onde só um dos empreendimentos por termo das isenções do IMI representará um aumento de 500 mil euros anuais nos cofres municipais”. Telmo Faria disse que “atualmente, em termos económico-financeiros os Município de Óbidos alcançou um estatuto de relevo, com uma quintuplicação do grau liquidez perto dos 200% e uma duplicação de autonomia financeira invejáveis com cerca de 75%, tal como uma recuperação notável na diminuição da dívida de 2009 ainda nos primeiros meses deste ano”.

Criticou outros Municípios que “disfarçam a sua incapacidade em produzir novas soluções com um discurso de que uma autarquia não deve investir, mas abdicar das suas receitas em nome da carga fiscal que o país vive”. Segundo o autarca o executivo adotou para 2013: diminuição da carga fiscal do IMI de 0,40 para 0,375 por via do alargamento da receita dos novos prédios avaliados.

Edifícios centrais do Parque Tecnológico

Destacou a construção dos edifícios centrais do Parque Tecnológico cujo lançamento da primeira pedra será no dia 21 de janeiro. “Iremos disponibilizar ainda em 2013, de 4000m2 de área e serviços para afirmar um novo modelo de gestão deste centro empresarial”, disse, acrescentando que “é uma solução para muitos empresários poderem desenvolver as suas atividade económicas sem terem que investir na construção de edifício próprio”. “Depois das experiências com a incubadora ABC e com a recente abertura do CoLab no edifício da Farmácia que hoje funcionam como centro de atracão da juventude e da classe criativa, Óbidos aumente a sua atratabilidade sobre os jovens da região tornando-se também numa nova centralidade para a juventude.

Quanto à agricultura do Concelho revelou que finalmente haverá luz verde no “avanço das obras hidroagrícolas” e que “pretendem repensar toda a organização agrícola no concelho especialmente no setor hortícola”.

Telmo Faria que termina este ano o seu último mandato destacou ainda novos projetos como a apresentação do novo PDM, o projeto de aquacultura para a Lagoa de Óbidos e o relançamento do Óbidos Solar.

“Reinstalar organismos públicos como o vamos fazer com a GNR nas instalações da antiga escola primária de Óbidos; Edifícios de arquitetura ímpar com os multiusos de A-dos-Negros uma obra de Carrilho Graça e um pacote de empreitadas de saneamento e requalificações urbanas”, são outros projetos distinguidos pelo autarca.

A criação de uma rede livrarias a partir da grande livraria de Santiago, são segundo, Telmo Faria, “marcos da nossa intervenção urbana e cultural, que a este nível aguarda também o desfecho de uma candidatura à DGArtes que a ser aprovada garantirá 4 anos de uma programação cultural de excelência, sem recorremos a recursos financeira do município”.

Seremos assim, cada vez mais a prova que o tamanho do município não interessa, mas sim a grandeza da sua visão”, concluiu, o autarca.

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