Geraldino Barbosa, madeireiro, estava no exterior da pastelaria Lála, na Avenida 1º de maio, onde havia uma sessão de karaoke, quando, a 20 de maio deste ano, atingiu a vítima, Cristiano Lopes, de 35 anos, também madeireiro, que nada tinha a ver com a desavença e procurava afastar o arguido do local para evitar a continuação da discussão.
Sem que nada o fizesse prever, o arguido pegou num canivete com lâmina de seis centímetros que tinha no bolso e perfurou-lhe o peito, deixando-o em estado grave. Fugiu, mas seria capturado no dia seguinte pela PJ na casa de um familiar, em Azambuja.
No tribunal foi condenado pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada (Cristiano Lopes sobreviveu, apesar dos ferimentos), tendo sido considerado que teve um “motivo fútil”, atendendo à “desproporcionalidade da sua atuação perante a conduta da vítima”, que apenas lhe disse que “não havia necessidade de fazer o que anteriormente tinha feito”.
O tribunal deu como provado que o arguido agiu com intenção de “querer tirar a vida” a Cristiano Lopes e que a pena aplicada “reflete a gravidade do crime”, apesar de se situar “mais próximo do limite mínimo do que do máximo”. Ainda assim, espera que seja “adequada e suficiente para o levar a refletir”.
Francisco Gomes



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