Ricardo Pais, jogador da Casa da Povo, faz um balanço positivo do torneio, que ficou uma vez mais marcado “pela boa disposição e pelo bom convívio”. “Foi muito bom para o nosso “ego” sabermos que os convidados seguiam o site diariamente comentavam entre si, aproveitavam para rever artigos antigos e demonstraram vontade em voltar”, acrescentou.
O xadrezista salientou ainda o facto do torneio ter sido mais forte que o anterior e de estar “a ter um prestigio com repercussões que não calculávamos”, como demonstra a presença, “pela segunda vez, de um Mestre Nacional”. “Para vir teve de pagar do seu bolso gasolina, portagens e uma refeição, e ainda por cima não existem prémios monetários”, frisou.
Outro dos factos a destacar nesta edição foi a presença do presidente da Federação Portuguesa de Xadrez, que “fez questão de vir propositadamente de Braga ao Bombarral para cumprimentar e jantar com o grupo e com o Sr. João Santos”.
A prática de xadrez no Bombarral foi iniciada pelo já extinto Núcleo de Iniciação Desportiva, criado por Mário Almendro, a quem se juntou posteriormente João Duarte dos Santos “para dar uma ajuda”. Mais tarde o núcleo acabaria por ser integrado na Casa do Povo e “desde 1978 que estamos a jogar oficialmente nas provas da Federação”.
Passados 34 anos, “as coisas estão cada vez a mais difíceis, os apoios são cada vez menos e se não fossem alguns carolas não conseguiríamos fazer nada”, salienta João Duarte dos Santos.
Apesar de quase com 80 anos, João Duarte dos Santos afirma estar disponível para continuar a ajudar. “Enquanto me sentir bem vou continuar a fazer com que as coisas andem para a frente”, refere.
Questionado sobre o que gostaria de concretizar antes da despedida, o dirigente afirma que “já não tenho muito mais a aspirar”, mas gostaria de colocar na sala de troféus a Taça de Portugal, “prova onde já conseguimos chegar às meias-finais”.



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