O cortejo de oferendas culminou no quartel dos bombeiros, onde a população se concentrou para ver a entrega dos cheques, ouvir os discursos, ver um pequeno espetáculo artístico e lanchar.
O presidente da associação humanitária, Abílio Camacho, agradeceu às populações, juntas de freguesia e Câmara pela ajuda aos bombeiros.
“Corremos o concelho inteiro em peditório, para que a entrega destes cheques fosse uma realidade. Esta associação vive essencialmente das ajudas que recebemos. Os custos mensais são na ordem dos 70 mil euros”, descreveu. “Vamos encerrar o ano sem dinheiro, mas sem dívidas”, ressalvou.
O antigo comandante Henrique Sales, atual presidente da assembleia geral, declarou que “é sempre um dia de grande satisfação, não só pela ajuda monetária mas pela quantidade de amigos dos bombeiros presentes”.
Vasco Oliveira, autarca de Nossa Senhora do Pópulo, falou em nome de todos os presidentes de Junta, afirmando que “sente-se a crise financeira, mas não a crise de valores não chegou à população do concelho, que demonstrou mais uma vez a sua sensibilidade para ajudar, agradecendo o trabalho dos bombeiros”.
O comandante dos bombeiros, José António, começou por agradecer ao presidente da Câmara “por ter chegado a tempo” à cerimónia. Depois do gracejo, vincou que os valores do peditório deste ano ultrapassaram os do ano passado (cerca de 90 mil euros).
“As funções que desempenho não são fáceis, mas é muito gratificante sentir que a população das Caldas está com os seus bombeiros”, concluiu.
Luís Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, deu os parabéns à associação humanitária “porque tem uma belíssima direção, um competentíssimo comando e, sobretudo, um corpo de homens e mulheres que abnegadamente mantêm vivo os princípios de ajuda”.
“Num tempo de crise, em que é perfeitamente legítimo as pessoas dizerem que não têm mais para a dar, vamos ter um cortejo de oferendas muito superior ao do ano passado”, sublinhou.
O presidente da Câmara, Fernando Costa, deixou uma palavra aos autarcas de freguesia “que se empenharam neste peditório”. “É um contributo indispensável para o equilíbrio da sua gestão, que tem sido um exemplo a nível nacional”, declarou, apontando que “há corpos de bombeiros que estão a fechar ou a falir por dificuldades ou por falta de rigor na sua gestão”.
Das juntas de freguesias contribuíram A-dos-Francos (4884,72 euros), Alvorninha (6226,57 euros), Carvalhal Benfeito (3000 euros), Coto (2000 euros), Foz do Arelho (2427 euros), Landal (3110 euros), Nadadouro (3707 euros), Nossa Senhora do Pópulo (24204,91 euros). Salir de Matos (6770 euros), Salir do Porto (1730 euros), Santa Catarina (5509, 90 euros), São Gregório (3103 euros), Serra do Bouro (3030,27 euros), Santo Onofre (7327,07 euros), Tornada (8335,65 euros) e Vidais (4250 euros),
A Câmara Municipal deu 18411 euros. Houve ainda contributos do Grupo Motard São Rafael com 175 euros e a Churrasqueira Tomé com 100 euros.
No final da cerimónia, um lanche foi oferecido à população.
Rui Miguel/Francisco Gomes







0 Comentários