Os factos remontam a 2008, quando Maria Muge, agora com quase 90 anos, pretendia efetuar um depósito bancário de 200 mil euros no BPN. A idosa, viúva e doméstica, acabou por investir metade desse valor em papel comercial (dívida de curto prazo) emitido pela Cimentos Nacionais e Estrangeiros (CNE), empresa do Grupo BPN que entretanto pediu a insolvência.
Na sentença, conhecida este ano, o tribunal considerou provado que a lesada pretendia fazer “um depósito a prazo” que “não comportasse qualquer risco”, mas foi persuadida pelo gerente a aplicar o dinheiro na cimenteira.
A idosa, de Aveiro, recebeu 118 mil euros, referente ao capital investido mais os juros. Atualmente, são mais de 400 os processos colocados contra o BPN em tribunal por clientes que se sentem lesados, sendo que ainda deverão ser colocadas em breve mais 100 ações. No total, é devido a estes clientes cerca de 150 milhões de euros.
A colocação destes processos atrasou depois da morte, no início deste mês, de Arnaldo Rebelo, advogado de Alcobaça que se empenhou na causa. No entanto, garantiu António Henriques, o trabalho vais ser continuado.



0 Comentários