O nome do escultor António Vidigal encontra-se ligado às Caldas da Rainha por várias razões, entre as quais se distinguem a instalação da escola superior de artes e design, ou a criação e organização dos simpósios e bienais nesta cidade. Possuidor de uma vasta obra pública visível por todo o país, chegou agora o momento de mostrar o conjunto da sua escultura através dos retratos, figuras, torsos, relevos, medalhas, em que recorreu à pedra e à madeira. “Também nesta exposição se procura explicitar as relações entre a investigação, a invenção, o ensino e a arte. Daí a exposição apresentar moldes, desenhos e um dos pantógrafos criados por António Vidigal para a reprodução e aumento da escala das peças. É uma exposição antológica que permite acompanhar o percurso artístico de António Vidigal através de peças fundamentais, algumas aliás nunca apresentadas em público, ou raras vezes”, descreveu Cristina Tavares, comissária da exposição, que estará patente até finais de janeiro do próximo ano. “Mostra também o lado do escultor como professor”, apontou, ressalvando que “não está aqui toda a obra, porque era impossível, e sobretudo aquela pela qual ele é mais conhecido, que é a obra pública”. “É de certa forma mostrar o meu percurso não apenas como escultor, mas também toda a parte de investigação e carreira académica no ensino da escultura”, declarou António Vidigal.



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