Efemérides por Américo Brito

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Foi no dia 6 de novembro de 1836 que o ministro Passos Manuel sugeriu, e a rainha D. Maria II decretou, a extinção do concelho de Atouguia da Baleia, sendo as suas duas freguesias integradas no concelho de Peniche. O seu topónimo tem um curioso historial. Quando no século XII, D. Afonso Henriques cede aos irmãos Corni, estas terras eram conhecidas por Tauria, nome resultante da existência de um grande número de touros selvagens nos bosques da região. Mais tarde o nome passou para Atouguia. O sobrenome Baleia aparece pela primeira vez num documento “Tombo da Albergaria e Confraria do Santo Espírito de Atouguia”, de 1507, onde se lê “Atouguia da Baleea”, na linha 28 da primeira página. Consta que um ano antes tinha dado à costa uma baleia, no sítio conhecido como Areia Branca, conforme relata, em 1705, frei Fernando da Soledade, na sua Histórica Seráfica Cronológica. Estes dois acontecimentos, espaçados quatrocentos anos no tempo, criaram o topónimo que hoje designa aquela simpática vila.

Foi no dia 11 de novembro de 1601 que nasceu em Alcobaça, Francisco Brandão. Doutorou-se em Teologia na Universidade de Coimbra. Durante seis anos ensinou Teologia no seu Mosteiro. Ocupou vários cargos na Ordem, entre eles, o de superior-geral da congregação em Portugal. Foi esmoler-mor da corte.

D. João IV fê-lo cronista-mor do reino. Publicou as 5ª (1650) e a 6ª partes (1672) da Monarquia Lusitana, ambas dedicadas ao reinado de D. Dinis.

Além disso uma inúmera obra de caráter histórico.

Morreu em Lisboa no dia 28 de abril de 1680.

Foi no dia 12 de novembro de 1855 que nasceu na Batalha, Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque. Apresentou-se, como voluntário, no Regimento de Cavalaria nº.4, no Campo de Santa Maria, em novembro de 1871. Frequenta em Coimbra estudos de Matemática e Filosofia, que interrompe para partir para a Índia, já capitão, com a missão de fiscalizar o caminho de ferro de Mormugão, e em 1888 é nomeado secretário do Governo da colónia. Indo para Moçambique é nomeado governador do distrito militar de Lourenço Marques, onde está dois anos, regressando à metrópole.

Haviam principiado nessa colónia revoltas das populações indígenas, à frente das quais se destacavam alguns chefes tradicionais, como o régulo Gungunhana. Em 1895 Mouzinho é enviado para a colónia, comandando um esquadrão de cavalaria para combater os Vátuas. Após infligir algumas derrotas aos adversários, é nomeado governador do distrito militar de Gaza e decide perseguir e aprisionar o régulo revolucionário. Leva uma força de 37 infantes, 12 artilheiros, dois soldados indígenas e várias dezenas de carregadores e auxiliares desarmados. Entram em Chaimite, santuário do império vátua, sem disparar um tiro, aprisionando o régulo máximo.

É promovido a major e recebe várias condecorações, além de ser nomeado governador-geral de Moçambique, e mais tarde, é elevado a comissário régio.

Regressa a Lisboa, onde recebe o grande oficialato da Torre e Espada, e, a partir daí é destacado para missões diplomáticas a Inglaterra, Alemanha e França.

Por fim é nomeado ajudante de campo efetivo do rei, oficial-mor da Casa Real e apoio do príncipe D. Luís Filipe.

Não se adapta à vida da corte e suicida-se dentro de um trem de praça, diante da Quinta das Laranjeiras. Era o dia 8 de janeiro de 1902.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós

Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.

foto barroso

Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista

Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.

16 cut1

Concurso de cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

O Chefe do Ano, o maior e mais prestigiado concurso de cozinha para profissionais em Portugal, revelou os 18 concorrentes apurados para as etapas regionais da sua 37.ª edição, após uma fase de candidaturas que reuniu mais de 200 profissionais.
As três eliminatórias regionais decorrerão em abril. A primeira, referente à região Centro, será realizada no dia 14 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha. A segunda, da região Sul & Ilhas, acontecerá a 22 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão.

concurso