Será, então, que o nosso código genético não nos qualifica como bons patrões? Errado! Não há país, em qualquer dos cinco continentes, onde não existam dezenas de empresários portugueses com firmas de sucesso e, quase sempre, criadas do zero.
É, mesmo, improvável que haja outro país com mais “self made men”.
Onde estará, então, o busílis?
Sinceramente penso que o problema está no facilitismo.
O nosso abençoado sol, as nossas paisagens únicas, as nossas praias, a nossa capacidade de “desenrascanço”, o “amiguismo”, permitem que se viva, em Portugal, um dia a dia sem preocupações de maior.
Também, verdade seja dita, sem muita ambição.
Depois, os políticos, os dirigentes, os governantes, desejosos de manterem os seus lugares, pactuam com esta falta de objetivos. De exigência. De rigor.
Por vezes até a incentivam.
Em Portugal governa-se para ganhar eleições e não o contrário.
Uma “pequena” diferença.
Recordo um desabafo, ouvido há mais de quarenta anos, de um técnico da OCDE quando, na Beira Baixa, estudava os caminhos de ferro portugueses.
Dizia ele, então, como poderia dizer hoje:
“Como é que este país quer evoluir? Na Alemanha, se um comboio chega ao destino com um atraso superior a cinco minutos, o maquinista tem de fazer um relatório onde o justifique. Em Portugal, se um comboio chegar seis horas atrasado o maquinista recebe seis horas de trabalho extraordinário…”
Pois!!!



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