Entrou para a política durante o Estado Novo, sendo deputado à Assembleia Nacional, procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação. Foi no seu ministério, entre 1968 e 1970 que enfrentou a conturbação da oposição ao regime de Salazar, com a Crise Académica de 1969. Entre 1972 e 1974 foi embaixador de Portugal no Brasil.
Com o advento da Democracia tornou-se uma figura pública e estimada pelo facto, e através de programas televisivos, comunicar factos relevantes da História de Portugal de uma forma culta e agradável.
Voltou a lecionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia (atual Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna) e na Universidade Autónoma de Lisboa. É membro e sócio honorário de várias Academias e Institutos, tanto portugueses como brasileiros.
Morreu em Palmela no dia 20 de julho de 2012.
Foi no dia 13 de outubro de 1495 que São Gonçalo de Lagos foi eleito padroeiro de Torres Vedras, pelo Senado da Câmara, após uma carta régia, datada de 26 de setembro do mesmo ano.
Nascido por volta de 1360, em Lagos, S. Gonçalo faleceu em Torres Vedras, no ano de
1422. Cerca de 1380 abraçou a vida religiosa. Entre 1394 e 1396 teria sido Prior do Convento de São Lourenço, na Lourinhã e em maio de 1404 era prior do Convento de Nossa Senhora da Graça em Lisboa. Quatro anos depois inicio o priorado do Convento dos Agostinhos de Santarém e, a partir de 1412, o priorado do Convento de Nossa Senhora da Graça de Torres Vedras, até à sua morte, fixado em 15 de outubro de 1422
Foi no dia 18 de outubro de 1626 que morreu em Matacães, Torres Vedras, Gil Vicente de Almeida. Tinha nascido em Lisboa cerca do ano de 1553. Era neto de Mestre Gil Vicente e foi cavaleiro-fidalgo da Casa Real e juiz em Torres Vedras.
Como o seu famoso tio escreveu obras, entre as quais: Auto de D. André, 1625, Auto da Donzela da Torre, 1652, e, provavelmente, o Auto dos Turcos ou Auto dos Cativos.
Mais de que autos, as suas peças são tragicomédias, devido ao seu caráter novelesco.
Foi no dia 20 de outubro de 1682 que morreu em Varatojo, Torres Vedras; Frei António das Chagas, António da Fonseca Soares de nascimento que ocorreu na Vidigueira, no dia 25 de junho de 1631.
Estudou no Colégio dos Jesuítas de Évora, mas seguiu a carreira das armas após, num duelo, matar um rival de amores. Tomou parte nas guerras da Restauração, atingindo o posto de capitão de cavalos. Viveu vários anos no Brasil e dedicou-se à poesia, onde produziu uma obra vasta e diversificada.
Em 1663 trocou o “serviço de El-Rei pelo de Deus”, como ele próprio afirmou, ao entrar para a Ordem de São Francisco, no Convento de Évora. Entregou-se ao apostolado e aliou a prática ascética com o culto das letras. Pregou desde a corte e a Academia de Coimbra até às aldeias sertanejas. Nas letras, onde se apresentou como um escritor de características barrocas há que destacar as suas cartas e os seus tratados espirituais, cheios de artifícios estilísticos. Na pregação foi censurado pelo padre António Vieira, que o achava teatral. Fundou o Seminário de Varatojo, consagrado à formação de missionários, chegando a ter fama de santo.
Parte da sua obra poética saiu publicada nas coletâneas Fénix Renascida e Ecos que o Clarim da fama Dá. Postilhão de Apoio, e nos volumes Contradição de um Pecador Arrependido e Desengano do Mundo.
As suas Obras Espirituais, em dois volumes, tiveram várias reedições.
Foi no dia 21 de outubro de 1570 que morreu em Ribeira de Alitém, Pombal; João de Barros. Tinha nascido em Viseu, cerca do ano de 1496.
Órfão ainda muito novo, foi acolhido no Paço da Ribeira, exercendo funções como moço de guarda-roupa do futuro D. João III. Em 1525 foi nomeado Tesoureiro da Casa da Índia, Mina e Ceuta, instituição que serviu durante 35 anos, e onde recolheu experiência para escrever Décadas da Ásia, obra que à moda de historiografia romana, trata dos acontecimentos por períodos de dez anos e procura, sem faltar à verdade, honrar os feitos dos seus compatriotas. Historiador sedentário, como já foi chamado, teve, enquanto funcionário da Casa da Índia, acesso direto e privilegiado às informações quer dos sucessos políticos e militares quer dos feitos marítimos, muitas das vezes relatados da boca dos próprios protagonistas.
Como historiador é mais um pedagogo ao serviço do nacionalismo, dando da gesta marítima uma visão heroica seletiva e edificante.
Como estilista é um dos mais elegantes prosadores de Quinhentos.



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