As alegadas vítimas, com idades a partir dos 14 anos, terão sido coagidas a ingerir drogas sob o pretexto de que estariam possuídas por espíritos e que apenas o “Rei Ghob” as poderia salvar através de rituais onde os jovens seriam alvo de abusos sexuais, com alegação de que era para injetar energia e libertá-los do mal.
A maioria dos menores frequentava o castelo da Carqueja e era vista várias vezes na companhia de Francisco Leitão. Os atos aconteceriam em vários compartimentos da casa e também numa cela subterrânea por ele construída, segundo apurou a investigação da Polícia Judiciária.
Em 2001, o sucateiro foi identificado, com mais dois homens, por alegados abusos de três menores na muralha de Peniche, mas o caso foi arquivado por desistência da queixa.
Embora possa vir agora a ser condenado a uma pena de prisão, não poderá passar mais tempo na cadeia do que aquele a que já foi condenado – 25 anos, pena máxima prevista na lei. Contudo, existem no processo pedidos de indemnização das vítimas pelos danos sofridos.
Francisco Leitão sempre afirmou estar inocente e não ter cometido abusos sexuais. A irmã e o cunhado, que viviam no castelo, ficaram entretanto sem a guarda dos três filhos menores, retirada pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, porque alegadamente teriam conhecimento dos abusos praticados ao longo de vários anos e nunca fizeram queixa.
Francisco Gomes



0 Comentários