“Reagiu bem, despediu-se dos amigos e agora espero que as regras desse centro possam mudá-lo. Adquire hábitos de higiene e vai recomeçar os estudos. Fica a saber o que é uma cela e está encaminhado para modificar o seu comportamento”, contou ao JORNAL DAS CALDAS a mãe, Irene V., que andava desesperada à procura que o filho fosse colocado numa instituição de reinserção social antes de 10 de julho, altura em que completa 16 anos e pode ser imputável criminalmente.
O jovem é indiciado da participação em furtos de carros e no interior de viaturas, assaltos e ameaças a menores, furto de cartão multibanco e levantamento indevido de dinheiro, condução sem carta, fuga às autoridades, entre outros delitos, praticados desde novembro do ano passado.
“Conheceu um gang de jovens com mais de 16 anos e começou a andar com eles, passando vários dias fora de casa, onde só vai para ver se arranja cigarros e dinheiro. Grita e ofende-me. Eu fecho-o em casa mas ele salta do primeiro andar e vai ter com os outros indivíduos, que o controlam. Passou a consumir haxixe e anda com uma navalha borboleta”, descreveu a mãe.
“Neste momento tem trinta processos pendentes, de queixas registadas na PSP e GNR. Mas à medida que os dias passam vai arranjando mais”, manifestou a progenitora, que assumiu que “é um problema que não posso esconder e todos os vizinhos sabem o que passo, pois sou constantemente confrontada com pessoas à procura de artigos roubados pelo meu filho e num dos casos vou ter de pagar cem euros”. “Várias vezes ele é alvo da justiça popular, porque apanham-no e dão-lhe porrada”, apontou.
Francisco Gomes



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