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Menor suspeito de assaltos internado em centro educativo

Francisco Gomes

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Um rapaz de quinze anos suspeito de envolvimento em mais de três dezenas de assaltos na região das Caldas da Rainha foi internado num centro educativo em Caxias, Lisboa, para ser reabilitado e reinserido socialmente. Por ordem do Tribunal das Caldas da Rainha, a PSP foi buscá-lo a casa, no passado dia 4, ao final da tarde, e conduziu-o até ao centro educativo Padre António Oliveira, onde ficará, pelo menos, três meses, embora possa vir a ser condenado pelos delitos cometidos.
Mãe pediu ajuda e conseguiu que filho fosse para instituição de reinserção/foto Carlos Barroso

“Reagiu bem, despediu-se dos amigos e agora espero que as regras desse centro possam mudá-lo. Adquire hábitos de higiene e vai recomeçar os estudos. Fica a saber o que é uma cela e está encaminhado para modificar o seu comportamento”, contou ao JORNAL DAS CALDAS a mãe, Irene V., que andava desesperada à procura que o filho fosse colocado numa instituição de reinserção social antes de 10 de julho, altura em que completa 16 anos e pode ser imputável criminalmente.

O jovem é indiciado da participação em furtos de carros e no interior de viaturas, assaltos e ameaças a menores, furto de cartão multibanco e levantamento indevido de dinheiro, condução sem carta, fuga às autoridades, entre outros delitos, praticados desde novembro do ano passado.

“Conheceu um gang de jovens com mais de 16 anos e começou a andar com eles, passando vários dias fora de casa, onde só vai para ver se arranja cigarros e dinheiro. Grita e ofende-me. Eu fecho-o em casa mas ele salta do primeiro andar e vai ter com os outros indivíduos, que o controlam. Passou a consumir haxixe e anda com uma navalha borboleta”, descreveu a mãe.

“Neste momento tem trinta processos pendentes, de queixas registadas na PSP e GNR. Mas à medida que os dias passam vai arranjando mais”, manifestou a progenitora, que assumiu que “é um problema que não posso esconder e todos os vizinhos sabem o que passo, pois sou constantemente confrontada com pessoas à procura de artigos roubados pelo meu filho e num dos casos vou ter de pagar cem euros”. “Várias vezes ele é alvo da justiça popular, porque apanham-no e dão-lhe porrada”, apontou.

Francisco Gomes

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