“O Café do Casal Vau/tem uma grande tradição/desde há 18 anos/que festeja o São João”, dizia a quadra afixada na parede do estabelecimento gerido por José Lourenço, que este ano manteve a oferta da sardinha a quem aparecesse na festa, que decorreu entre sexta e segunda-feira passada.
Os visitantes, que tinham entrada livre, podiam escolher outros petiscos, mas bastava comprarem, por exemplo, a broa de milho ou pão de trigo para receberem uma bandeja de sardinhas. Uma oferta que surpreendeu os forasteiros, alguns dos quais chegaram à festa por terem recebido indicações na cidade de que havia sardinha gratuita.
O esforço financeiro de José Lourenço num ano particularmente difícil apenas se justifica “pela tradição”. “São 18 anos a oferecer sardinhas. Este ano o preço está puxado, mas eu cumpri a promessa”, afirmou ao JORNAL DAS CALDAS. Mais de 500 quilos de sardinha foram disponibilizados.
José Lourenço rodeou-se de um grupo de 40 voluntários que diariamente esteve “a trabalhar por amor à camisola, porque gosta que o São João seja aqui festejado”.
Apesar da boa afluência, já houve anos com maior participação na festa. O frio noturno acabou por ter consequências. Nem o facto das entradas e as sardinhas serem de borla levou a que o recinto estivesse esgotado, pese embora, sobretudo no sábado, estivesse perto disso acontecer. Mesmo assim, nos outros dias houve uma boa moldura humana, animada por bailes, folclore, marchas populares e uma sessão de acordeão. De resto, outros festejos na região percorridos pelo JORNAL DAS CALDAS não tinham tantas pessoas como no Casal Vau.
Um dos pontos altos foi o fogo de artifício, no domingo. O pão cozido na altura e o pastel de nata confecionado ao vivo – ambos de sabor elogiado – foram outras atrações.
“Isto não é para ter lucro. O que restar é para no fim almoçarmos todos juntos”, contou José Lourenço.
Francisco Gomes









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