Q

Mãe de menor assaltante apela a que internem filho

Francisco Gomes

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
A mãe de um rapaz de quinze anos que está envolvido em mais de três dezenas de assaltos na região das Caldas da Rainha anda desesperada à procura que o filho seja colocado numa instituição de reinserção social, que consiga reabilitá-lo antes que atinja a idade em que pode ser preso.
A mãe, que pede “desculpa à população pelos furtos que ele tem praticado”, apela às instâncias judiciais para darem uma resolução rápida ao caso/foto Carlos Barroso

O jovem é indiciado da participação em furtos de carros e no interior de viaturas, assaltos e ameaças a menores, furto de cartão multibanco e levantamento indevido de dinheiro, condução sem carta, fuga às autoridades, entre outros delitos, praticados desde novembro do ano, altura em que se mudou com a mãe de Lisboa para as Caldas da Rainha.

“Conheceu um gang de jovens com mais de 16 anos e começou a andar com eles, passando vários dias fora de casa, onde só vai para ver se arranja cigarros e dinheiro. Grita e ofende-me. Eu fecho-o em casa mas ele salta do primeiro andar e vai ter com os outros indivíduos, que o controlam. Passou a consumir haxixe e anda com uma navalha borboleta”, descreve a mãe, Irene V., que está desempregada.

“Quero salvá-lo da prisão e colocá-lo na reinserção social. A partir de 10 de julho, quando ele faz 16 anos, já pode ser preso. Neste momento tem trinta processos pendentes, de queixas registadas na PSP e GNR. Mas à medida que os dias passam vai arranjando mais”, manifesta a progenitora, de 45 anos, que tem o poder paternal. O pai limita-se a pagar pensão de alimentos.

Irene V. assume que “é um problema que não posso esconder e todos os vizinhos sabem o que passo, pois sou constantemente confrontada com pessoas à procura de artigos roubados pelo meu filho e num dos casos vou ter de pagar cem euros”. “Várias vezes ele é alvo da justiça popular, porque apanham-no e dão-lhe porrada”, aponta.

A mãe, que pede “desculpa à população pelos furtos que ele tem praticado”, apela às instâncias judiciais para darem uma resolução rápida ao caso.

Negou proteção

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco diz não poder atuar porque o rapaz se opôs a qualquer intervenção, o que lhe é permitido por lei.

Urgência

A PSP e a Direção Geral de Reinserção Social pediram urgência ao Tribunal das Caldas da Rainha para tratar deste caso e colocar o adolescente numa casa de correção.

16 anos

Só está previsto que o processo tutelar educativo do rapaz chegue às mãos de magistrados a partir de 6 de julho, quatro dias antes de fazer 16 anos e ser imputável criminalmente.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados