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Marchas populares no Monte Olivett

Rui Miguel

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Os desfiles das marchas populares foram o ponto alto do 12º Festival da Sardinha e 1º Festival do Frango Assado, que decorreram entre 6 e 9 de junho e dias 15 e 16, respetivamente, numa organização da Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Santo Onofre – Monte Olivett.
O ceramista Victor Lopes Henriques fez o Zé Povinho

Com entradas livres, o evento teve lugar no parque de estacionamento da UAL e contou com a animação dos grupos Kontacto, Zé Café & Guida, Elsa e Marinha, Fernando Barão, Os Lords e organista Zeferino Silvestre.

No dia 9 desfilaram as marchas do Coto e Monte Olivett, e a marcha infantil das Gaeiras. No último, a festa foi ainda maior, com o desfile das marchas de Monte Olivett, Coto, Olho Marinho e A-dos-Francos.

A marcha anfitriã era composta por 48 elementos, tendo como tema “A nossa loiça”. A madrinha foi Sílvia Capinha e o padrinho Tó-Zé Cipriano. Com música de Manuel Coelho, letra de Alberto Saramago, arranjo musical de Januário Ventura, coreografia de Cristina Cipriano, a marcha foi executada musicalmente pelo Cavalinho de Santo Onofre.

“A boa loiça só a de cá, ai como esta, não há, não há, não há/É uma beleza, é um regalo, pois é da arte, da arte de Bordalo”, era o refrão.

A marcha do Coto era uma homenagem aos marinheiros. Com 55 marchantes, a música do maestro Mota, com letra de Piedade Lopes e Rute Pancada, foi tocada por Os Melrinhos, estando Ana Arroja nas vozes. Nuno Pinto foi o ensaiador. Os padrinhos foram Ricardo Oliveira e Rita Alves.

As marchas populares de Olho Marinho contam com doze anos de existência, sendo este o oitavo ano organizado pelo Centro Social de Olho Marinho. Dina e Marti foram os padrinhos.

A troca de guarda roupa é realizada de dois em dois anos, sendo este ano apresentados trajes novos, com cores predominantes azul e dourado, executados por Maria da Graça Dias.

Com cerca de 50 elementos, entre marchantes, cantores, cavalinho, padrinhos, colaboradores e porta estandartes, a marcha teve como ensaiador Nelson Cozinheiro. O cavalinho teve a colaboração dos elementos da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Óbidos e banda do Carvalhal.

A-dos-Francos homenageou o fado e levou 36 marchantes e 9 arcos. Tendo como padrinhos José Domingos e Clarinda Santos, a marcha foi ensaiada por Gentil Ferreira. Nas vozes estiveram Teresa Santos, Piedade Morgado e Augusta Santos. A letra é de Carlos Esteves e o cavalinho contou com músicos da banda filarmónica de A-dos-Francos.

“A guitarra e os fadistas não são só de Portugal/Pertencem ao mundo inteiro/São património mundial”, uma das quadras.

“Há muitos marchantes novos a aprender, por isso a tradição vai continuar”, manifestou o vereador Hugo Oliveira, dando os parabéns às marchas. “Houve muita gente presente”, sublinhou.

António Marques, ligado a este tipo de eventos, comentou que “temos pena de não conseguir trazer a marcha vencedora de Lisboa, como fazíamos no passado, mas vamos reatar essa tradição. A Câmara Municipal está disponível para isso, provavelmente no próximo ano. Vamos trazer a marcha do Alto do Pina, que ganhou este ano e queremos que no ano que vem haja ainda mais animação”.

João Pina, presidente da assembleia geral da associação organizadora, fez um balanço positivo. “Foi bom, tivemos muito público, a festa foi um espetáculo e estamos muito contentes”, considerou.

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