O assunto “melindroso”, devido à conjuntura, foi abordado durante a tertúlia Toiros e Futebol, que se realizou no Pachá, no início deste mês, onde António Marques respondeu a esse desafio em nome da autarquia, uma vez que o vice-presidente, apesar de estar presente, teve de se ausentar antes da tertúlia. A história e tradição da tauromaquia na cidade “tem mais de cinco séculos. O museu Joaquim Alves, cujo espólio, devidamente tratado e catalogado pelo Coronel Montes (antigo diretor do Museu Militar e Diretor do Museu Etnográfico de S. João da Ribeira) é constituído por importantes registos históricos da tauromaquia em Portugal”, introduziu António Marques. “O primeiro “circo taurino” construído em madeira nas Caldas da Rainha foi inaugurado em 1840, no antigo Campo da Choca que no início do século passado dava pelo nome de Praça Nova. Na primeira função atuaram, lidando a cavalo, os lavradores e aficionados Faustino da Gama – afamado ganadeiro da região – José Ferreira da Silva, José Salles Henriques e Nuno Paes de Figueiredo”, recordou o representante da autarquia. “Em 13 de julho de 1883, inaugurou-se a atual praça de toiros, em alvenaria e ferro, mandada construir por Faustino da Gama num largo ao pé da então Rua dos Arneiros. No final do século XIX, a par de Faustino da Gama, ficaram para sempre na memória da história os nomes dos aficionados, ganadeiros, forcados amadores e cavaleiros Duarte Pinto Coelho, Luíz da Gama, Francisco Figueira, José Amado, Manoel Castello Branco, Joaquim Alves – a quem se ficou a dever o nome, postumamente atribuído, de um interessante Museu Tauromáquico fundado nas Caldas que foi propriedade do alucinadíssimo Paulino Montez”. Mas falar da história tauromáquica das Caldas da Rainha é falar, necessariamente, dessas quase “lendárias e seguramente incontornáveis figuras que foram mestre Vitorino Fróis e José Tanganho. Mas, também, ao aficionado e insigne escultor caldense João Fragoso, se deve uma palavra já que, com a sua arte, ao tema taurino dedicou muitos trabalhos. Dado histórico, digno de registo, é o facto de ininterruptamente até hoje – a praça de toiros das Caldas da Rainha preservar e consagrar a sua tradicional corrida de toiros do 15 de agosto, desde 1883. Foi em1945 que teve lugar a inauguração do Museu Joaquim Alves, numa modesta casa da rua Capitão Filipe de Sousa, uma coleção de Paulino Montês, com a presença do Presidente da Câmara Dr. Júlio Lopes”, explicou António Marques. O espólio do Museu Joaquim Alves, na posse da Câmara Municipal que o adquiriu para o preservar, foi devidamente tratado e catalogado pelo Coronel Montes (antigo diretor do Museu Militar e Diretor do Museu Etnográfico de S. João da Ribeira) é constituído por importantes registos históricos da tauromaquia em Portugal. Este importante espólio “aguarda melhores dias, para ser devidamente exposto como anseiam todos os aficionados das Caldas da Rainha e do país”, concluiu.
Museu tauromáquico ainda nos planos da Câmara das Caldas
25 de Junho, 2012
Apesar da crise económica a autarquia caldense parece ainda não largar a ideia de criar um museu tauromáquico.
Assunto foi discutido numa tertúlia tauromáquica/foto Carlos Barroso
(0)
.
Últimas
Artigos Relacionados
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.
Caravana da FENPROF passou pelas Caldas para abordar a situação da Escola Pública
Caldas da Rainha recebeu no dia 2 de março, a Caravana Nacional da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) que está a percorrer o país com o objetivo de mobilizar docentes e sensibilizar a sociedade para a situação da Escola Pública.



0 Comentários