O dinheiro que foi gasto para centrar no hospital de Alcobaça toda a cirurgia de ambulatório poderá reverter para o hospital de Leiria, uma vez que o hospital Bernardino Lopes irá passar para essa gestão. Uma vez transferida a valência, com perca de dinheiro para o Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) e futuro Centro Hospitalar do Oeste (CHO), terá a futura administração de gastar dinheiro para criar mais um espaço entre Caldas e Peniche para ter cirurgia de ambulatório. Contatado o atual conselho de administração (CA), não quis pronunciar-se sobre esta possibilidade cada vez mais certa, preferindo que caberá à futura administração decidir onde e como ficará a cirurgia. “Qualquer um dos hospitais que integrarão o futuro CHO terá capacidade para ter um serviço de cirurgia do ambulatório. De qualquer modo, a decisão sobre esta matéria caberá ao CA que estiver em funções e a quem caberá implementar o processo de reorganização da rede de oferta de serviços de saúde”, refere o CA presidido por Carlos Sá. Além deste problema, que dentro de pouco tempo terá de ser estrategicamente delineado, o serviço centrado em Alcobaça tem tido alguns problemas de funcionamento, pela distância, mas também pela falta de médicos que prestam ali serviço. O CA do CHON garante que o serviço continua em funcionamento e “tem sido uma aposta para a realização de pequenas cirurgias”, aumentando a comodidade do utente e promovendo uma “recuperação pós operatória mais rápida, promovendo assim uma reabilitação sócio profissional também mais rápida”, reduzindo ainda “o tempo de permanência hospitalar e o tempo de espera cirúrgico”. Desde a sua inauguração, a 31 de outubro de 2011, foram já operados 549 utentes, mas o serviço já esteve parado entre os dias 7 a 12 março, para manutenção de equipamentos e infraestruturas, e entre os dias 2 a 16 de abril, por férias das equipas cirúrgicas. A equipa do CHON não quis divulgar a lista de espera, por “não ser correto falar-se em lista de espera nesta área, pois a cirurgia do ambulatório pretende precisamente operar utentes que estão em espera e cuja situação clínica permite que sejam intervencionados em regime de cirurgia do ambulatório, reduzindo assim a lista de espera de outras especialidades”. Contudo, apresenta o número de 181 doentes que “caso aceitem podem ser operados neste serviço nos próximos meses”. Na inauguração da unidade de cirurgia ambulatória no hospital de Alcobaça, uma das principais armas era a diminuição das listas de espera e libertar o bloco operatório do hospital das Caldas da Rainha, algo que não foi agora tão valorizado pelo executivo liderado por Carlos Sá, ao não divulgar a lista de espera, que na altura cifrava-se nos 600 doentes. Durante a cerimónia de inauguração o presidente do CA do CHON disse que a cirurgia ambulatória visava “dar resposta às especialidades de cirurgia geral, urologia, ortopedia e ginecologia”. Carlos Sá disse também que a abertura desta unidade “faz parte de uma estratégia de alargamento” das valências a todas as unidades, tendo ainda como principal objetivo “a rentabilização dos recursos físicos, técnicos e humanos, e melhorar a qualidade do serviço prestado ao utente e também dos profissionais de saúde”. Na altura afirmou ainda que a nova unidade tinha capacidade para acolher oito doentes em simultâneo, o que permitiria “maior celeridade de resposta às necessidades dos doentes, com diminuição das listas de espera e libertação do bloco operatório do Hospital das Caldas da Rainha para realização de maior número de intervenções de cirurgia convencional”. Atualmente estão afetos ao serviço três enfermeiros e um técnico administrativo. Quanto aos cirurgiões, “não estão em exclusividade neste serviço, pois pertencem à especialidade de cirurgia e portanto realizam cirurgias em regime de ambulatório e os restantes tipo de cirurgias. De qualquer modo, tem colaborado com a cirurgia do ambulatório uma poule de 25 médicos”, refere o CA, que não explicando que muitos deles nem sempre estão disponíveis todos os dias para garantir o pleno funcionamento do serviço neste espaço, que custou cerca de 70 mil euros. Apesar de termos contatado Pedro Coito, presidente da Ordem dos Médicos do Distrito do Oeste e também responsável do serviço de cirurgia de ambulatório, não foi possível conseguir uma reação sobre o funcionamento e futuro desta unidade.
CHON deverá ficar sem a cirurgia de ambulatório criada em Alcobaça
25 de Junho, 2012
A cirurgia de ambulatório, centrada no hospital de Alcobaça e que foi inaugurada em finais de outubro do ano passado com pompa e circunstância, poderá ser perdida devido à reforma hospitalar que está em curso.
O espaço, que custou cerca de 70 mil euros, foi inaugurado em finais de outubro do ano passado/foto Carlos Barroso
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