A iniciativa, designada Putts Solidários, deixou “supersatisfeito” o guardião Ricardo, que ficou em primeiro lugar na vertente gross (resultado total do número de pancadas no final do jogo antes de lhe ser deduzido o handicap de cada golfista, que é o abono atribuído a um golfista em função do seu nível de jogo, sendo que quanto mais alto é o handicap, pior é o nível de jogo) e que fez a pancada certeira de mais longe.
“Joguei bem e adorei, primeiro pela causa solidária e depois pelo campo fantástico, num sítio paradisíaco. O golfe é um vício de há alguns anos e que pratico sempre que posso. É um desporto que complementa qualquer outro tipo de atividade e que dá primazia a contactos pessoais e onde se faz novas amizades. Para além disso permite controlar melhor os impulsos e a concentração”, comentou o jogador, que estava acompanhado da esposa, Cláudia, e do filho Tiago, de nove anos.
Sobre o seu futuro no futebol, revelou que “daqui a alguns dias” ficará definido. “Vou jogar até me sentir bem e sinto-me em plenas faculdades para jogar, só ainda não sei onde”, declarou o guarda-redes, que cumpriu a última época no Vitória de Setúbal.
Júlio Magalhães classificou-se em primeiro lugar na vertente net (resultado referente ao número de pancadas no final do jogo depois de deduzido o handicap de cada golfista). “Foi extraordinário, vim conhecer um magnífico campo, num sítio único em Portugal, e acabou por correr bem, foi mais sorte do que outra coisa. Eu jogo pouquinho, nem treino e o resultado que alcancei foi porque tenho um handicap alto, por isso não foi um mérito tremendo”, sustentou o atual diretor-geral do Porto Canal, que também ganhou prémios no sorteio de rifas (um fim de semana no empreendimento do Bom Sucesso, que ofereceu a Manuel Serrão, e luvas de golfe).
O jornalista aproveitou para comentar que “é pena que estas associações de luta contra o cancro tenham de recorrer sistematicamente a este tipo de eventos para terem fundos para ajudar outras pessoas, porque o Estado não corresponde, contribui muito pouco e deixa para a sociedade civil, e é uma forma de se demitir daquilo que era sua obrigatoriedade”.
Com o mote “dê uma tacada, dê uma ajuda”, esta iniciativa contou com apoio de diversas empresas e entidades, tendo contado com presenças de Tó Rosado e Hugo Santos (1º e 2º classificados da campeonato nacional de golfe).
Em paralelo realizou-se uma clínica de golfe para iniciação e experimentação de alguns movimentos básicos do golfe para elementos das associações de luta contra o cancro.
José Luís Almeida, responsável pelo projeto, referiu que “esta foi uma excelente oportunidade de mostrar o golfe como um desporto acessível a quem queira contatar com a modalidade e satisfaz-nos claramente sentirmos que os jogadores, acompanhantes e amigos, que mostraram a sua solidariedade e apoio para com as organizações Viva Mulher Viva e Projeto Olha-Te, partilharam também connosco o sentimento de ter um bom dia de golfe e de convívio”.
Após a competição realizou-se um almoço, no qual esteve por breves instantes a cantora Mila Ferreira, seguido da entrega de prémios, muitos deles oferecidos por marcas da região que decidiram também dar o seu contributo a esta causa. Houve também um leilão de artigos, como luvas e camisolas oferecidas pelo guarda-redes Ricardo, peças de cerâmica, entre outros.
Pretende-se que esta seja a 1ª edição do projeto Putts Solidários. O objetivo é organizar anualmente um torneio de golfe, com o intuito de apoiar financeiramente instituições de cariz social.
Luzia Travado, presidente da Viva Mulher Viva, e Célia Antunes, presidente do Projeto Olha-Te, descreveram que as suas associações promovem atividades de ocupação e de bem-estar, para além do acompanhamento de doentes com cancro.
Com 500 associadas, a Viva Mulher Viva nasceu em 2003 no seio do Hospital de São José. Luzia Travado considera que o evento de golfe e a presença de figuras públicas, poderá dar “outra visibilidade ao nosso trabalho”.
O projeto Olha-Te nasceu em outubro de 2010 e visa o bem-estar de doentes oncológicos e respetivos companheiros de luta. “É um convite para olhar para si próprio através de atividades expressivas e lúdicas. Damos injeções de vida. As nossas atividades são ligadas à arte e ao desenvolvimento pessoal, como contemplação da música, escrita da expressão, pilates, ginásio da mente, escrita criativa, entre outras”, descreveu Célia Antunes, que há dez anos passou pelo problema do cancro, que veio a superar.
Francisco Gomes











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