“O acordo da Ota foi rasgado uma semana depois de ter sido assinado porque nunca ninguém o concretizou. Quando chegámos ao Governo não havia fontes de financiamento. Não havia o dinheiro que tinham dito que havia, durante uma cerimónia com pompa nas Caldas. Disseram que havia muitos milhões e quando tomámos posse não havia um único euro. Isto aconteceu em outras obras, como os novos hospitais para serem construídos de raiz”, denunciou o governante. Segundo o secretário de Estado, os governos de José Sócrates “duplicaram a dívida pública do país”, mas apesar disso, garantiu, “não vamos ficar perdidamente a olhar para trás. Queremos implementar aquilo que foi assinado com a troika. Temos pressa em cumprir tudo isso para recuperarmos a nossa soberania plena e liberdade para decidirmos o nosso futuro, com base em reformas estruturais que o país há muito tempo deveria fazer, com um novo modelo económico e social que nos permita criar emprego, baixar impostos e ter um Estado menos gordo, que não crie problemas às pessoas e às empresas”. Questionado sobre as poucas visitas que faz agora ao Oeste, quando no Governo de Durão Barroso e Santana Lopes visitava sucessivamente a região, Feliciano Barreiras Duarte preferiu dizer que a culpa é da comunicação social, que não dá eco das suas deslocações. Confirmou, contudo, que recebe muitos agentes políticos do Oeste, mas não soube explicar porque razão a sua agenda e iniciativas não chegam às redações. “Continuo a fazer o meu trabalho. Não tenho neste momento condições para fazê-lo com uma proximidade mediática a que algumas pessoas estavam habituadas. O primeiro ministro diz-nos para não nos preocuparmos com inaugurações, mas antes resolver problemas. As pessoas já perceberam que temos um novo estilo. Isso começa com o exemplo do primeiro ministro que não faz conferências e inaugurações nas horas dos telejornais”, manifestou. “Os problemas do Oeste são iguais ao do país inteiro. São problemas relacionados com infraestruturas ferroviárias, rodoviárias, com serviços públicos ligados à justiça, à saúde e outros”, indicou. “As pessoas têm de perceber que o que está a acontecer não é só no norte, centro, Oeste, Ribatejo, no Algarve. Desejo que na zona aprendam a que temos cada vez mais ser capazes de ter uma visão global”, declarou. Por último vincou que este governo “não faz promessas como outros”. “Eu vir aqui dizer que o hospital não fecha, que a linha do Oeste finalmente vai ser arranjada, que vamos amanhã concretizar o acordo pela perda do aeroporto da Ota, que outros disseram que cumpriam e não o fizeram, não contem connosco para isso. Preferimos que as pessoas percebam que só prometemos o que podemos”, comentou.
Feliciano Duarte: “Anterior Governo não deixou dinheiro para se cumprir o acordo da Ota”
20 de Junho, 2012
O secretário de estado Feliciano Barreiras Duarte, que tutela a imigração, a modernização administrativa e a comunicação social, disse que o anterior Governo não deixou dinheiro para se cumprir o acordo da Ota. Declarações à margem de uma visita à fábrica Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha.
Feliciano Barreiras Duarte esteve na fábrica Bordalo Pinheiro/foto Carlos Barroso
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