O presidente da autarquia disse à agência Lusa que a Sky Towers, uma empresa de capitais ingleses, tenciona construir o parque em terrenos municipais da Quinta do Falcão.
“Será uma grande feira popular, com montanhas russas, carrosséis, jogos de água, torre de observação, pista de carros e uma espécie de casa assombrada, alusivos a diversos temas que vão alternando”, adiantou José Manuel Vieira.
O parque temático vai dispor de 28 equipamentos de diversão, além de três zonas comerciais, cinco espaços de restauração, sala de cinema 4D, centro de exposições, jardins, três praças centrais e caminhos pedonais.
Segundo o autarca, o investimento vai criar 320 postos de trabalho diretos e outros tantos indiretos, além de gerar receitas para o município.
“É um projeto fundamental para o concelho, uma vez que o acordo que a câmara estabeleceu com o promotor impõe a obrigatoriedade de contratar trabalhadores a residir no concelho”, sublinhou.
José Manuel Vieira explicou que o investimento vai dar “um forte contributo à melhoria da saúde financeira do município”, não só com taxas pagas durante a fase de construção, mas também porque vai obter uma renda (cujo valor não está ainda definido) pelo aluguer dos terrenos e cinco por cento dos lucros anuais do parque, durante a fase de exploração.
Segundo o estudo de viabilidade enviado pelos promotores à autarquia, por comparação à Isla Mágica, em Sevilha (Espanha), o parque deverá atrair 500 mil visitantes (cada visitante vai pagar um bilhete de 22 euros) e gerar receitas na ordem dos 14,5 milhões de euros por ano, metade das quais deverão ser lucro.
“É neste momento o projeto principal do concelho, porque é gerador de desenvolvimento turístico. O fluxo de visitantes vai mexer com a economia local, que está muito parada, e essas expetativas estão já a atrair o interesse de outros investidores ligados à hotelaria e à restauração”, afirmou o autarca.
O projeto está previsto para 38 dos 68 hectares da Quinta do Falcão, uma zona agrícola junto ao estádio municipal e ao kartódromo, cujos terrenos utilizados até agora no cultivo de vinha e de pomares estão em zona agroflorestal, reserva agrícola e reserva ecológica nacionais.
Neste sentido, a assembleia municipal vai ter de atribuir interesse municipal ao projeto e a câmara está a avançar com os procedimentos necessários a uma alteração ao Plano Diretor Municipal para autorizar a construção naquela zona.
Logo que o projeto definitivo seja aprovado pela câmara, os promotores têm um prazo de 12 a 18 meses para construir.



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