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Deputada do Bloco de Esquerda conhece problemas dos Pimpões e do Teatro da Rainha

Carlos Barroso

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A deputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, visitou o Teatro da Rainha e os Pimpões e ficou a saber que ambas as instituições têm problemas. Segundo a deputada na Assembleia da República, nos Pimpões existem dificuldades no âmbito do pagamento de algumas despesas devido à subida do IVA.
Visita aos Pimpões

“O IVA da energia tem aumentado imenso e as associações não são empresas e não podem reaver o imposto. É incomportável. Não há piscinas sem pagar a luz, assim como não há projetores de espetáculos sem se pagar o IVA da eletricidade. O aumento do IVA está a penalizar fortemente as coletividades”, disse.

Já no Teatro da Rainha ficou a saber que existe um litígio aceso entre aquela instituição e a direção do Centro Cultural e de Congressos das Caldas.

“Há um reconhecimento que o CCC tem caraterísticas importantes para a cidade, mas há a sensação de que o CCC está desligado daquilo que são as estruturas locais, porque não as apoia. O surgimento do CCC, em vez de ser um potenciador de maior atividade de quem sempre fez atividade na cidade, pelo contrário, acabou por retirar recursos, com a situação de não pagar espetáculos e acaba por ficar com parte da bilheteira. Isto não tem qualquer tipo de sentido”, denunciou.

A deputada ficou também a saber que o congresso do CDS realizado no CCC não foi cobrado, levando-a a estranhar a linha do serviço público do equipamento gerido por uma associação criada pela autarquia das Caldas.

“A nossa ideia era estarmos a usar a sala de ensaios. Houve uma série de contatos em que não houve respostas oficiais e depois houve uma reunião com a vereação e no meio disso tudo o presidente da câmara queria que nós nos instalássemos no CCC, não como estrutura residente, mas a direção do CCC não deixou. Ainda perguntámos qual era o problema e disseram-nos que as objeções não são para explicar”, denunciaram os elementos do Teatro da Rainha.

“Nós fizemos espetáculos para todas as escolas no pequeno auditório. Devem ter assistido dois mil jovens espetadores. São 25 apresentações vezes 70 crianças, é muito mais do que qualquer coisa que eles façam ali. Este exemplo comparado com a programação que fazem, porque não sabem o que estão a fazer, porque é uma coisa tipo supermercado”, comentaram elementos do Teatro da Rainha.

Perante estas queixas e denúncias, a deputada do Bloco referiu que existe “um problema do desinvestimento das autarquias na cultura. Não têm uma política estruturada para a cultura. Aqui temos o CCC com estruturas profissionais artísticas que poderiam dar uma consistência de criação local e uma voz própria e com o trabalho das coletividades que fazem formação, que integram a comunidade. Está a morrer o nosso acesso à cultura”.

A visita de Catarina Martins insere-se num levantamento de problemas para que sejam incluídas no próximo Orçamento de Estado, em que a cultura não tem recebido muitas verbas.

“O Governo decidiu fazer cortes brutais na cultura do país e que não têm relação com a crise. São cortes sucessivos em governos PS, PSD e CDS que agravaram o setor. Em dez anos os cortes foram de 75 por cento. Neste momento está num valor residual que não dá para o funcionamento básico”, declarou.

A deputada considera mesmo que o investimento na cultura ajudaria a ultrapassar a crise económica.

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