Médicos queixam-se de carência de materiais básicos de uso corrente
Médicos dos hospitais das Caldas e Torres denunciam falta de material
28 de Março, 2012
Nos centros hospitalares Oeste Norte e Oeste Sul, em Caldas da Rainha e Torres Vedras, respetivamente, “têm-se vindo a verificar situações repetidas de carência de materiais básicos de uso corrente, bem como de alguns reagentes laboratoriais ou medicamentos”. A denúncia da “atual situação de penúria, que se vive em ambos os centros hospitalares” é feita […]
Médicos dos hospitais das Caldas e Torres denunciam falta de material
Nos centros hospitalares Oeste Norte e Oeste Sul, em Caldas da Rainha e Torres Vedras, respetivamente, “têm-se vindo a verificar situações repetidas de carência de materiais básicos de uso corrente, bem como de alguns reagentes laboratoriais ou medicamentos”. A denúncia da “atual situação de penúria, que se vive em ambos os centros hospitalares” é feita pelos médicos dos dois estabelecimentos de saúde, onde faltam materiais para o bloco operatório e para análises bacteriológicas, e até fraldas. Reunidos na noite da passada quarta-feira na sede do Distrito do Oeste da Ordem dos Médicos, nas Caldas da Rainha, os clínicos aprovaram um documento onde manifestam o seu receio de que “a eventual diminuição dos atuais défices financeiros venha a ser obtida essencialmente à custa de venda de património, encerramento de serviços e valências médicas, dispensa de profissionais, e drástica limitação do acesso dos doentes aos cuidados de saúde”. Defendendo “condições condignas de destino, orientação e acomodação dos doentes” atualmente internados nos hospitais que se prevê alienar no futuro Centro Hospitalar do Oeste, os médicos consideram “absolutamente indispensável a manutenção de dois Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica, nos hospitais de Torres Vedras e Caldas da Rainha”, assim como “essencial a manutenção, em ambos os hospitais, de internamento das especialidades de Medicina Interna, Cirurgia Geral e Pediatria”. Os médicos alertam para as “consequências inevitáveis de aumento de listas de espera e falta de capacidade de resposta, por parte de especialidades atualmente existentes apenas em uma das instituições, e que veriam aumentar grandemente a população da sua área de influência, nomeadamente Oncologia Médica, Gastrenterologia, Dermatologia, Psiquiatria e Pneumologia”. Pretendem ainda que sejam mantidas as Termas das Caldas da Rainha no Serviço Nacional de Saúde e querem que os profissionais das instituições em causa sejam chamados a participar ativamente em qualquer processo de reestruturação. Francisco Gomes
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