Disparos na pastelaria Pituca, junto à Fonte Luminosa
Baleada duas vezes por ex-companheiro
28 de Março, 2012
Jaime Oliveira não aceitava que a mulher com quem viveu mais de quinze anos e de quem tem uma filha o tivesse deixado e estivesse agora com um novo companheiro. Cego de ciúmes, empunhou uma caçadeira e atingiu-a com dois tiros na cara e no tórax, na manhã de segunda-feira, quando estava num café, nas […]
Baleada duas vezes por ex-companheiro
Jaime Oliveira não aceitava que a mulher com quem viveu mais de quinze anos e de quem tem uma filha o tivesse deixado e estivesse agora com um novo companheiro. Cego de ciúmes, empunhou uma caçadeira e atingiu-a com dois tiros na cara e no tórax, na manhã de segunda-feira, quando estava num café, nas Caldas da Rainha. Mónica Sofia, 34 anos, foi transportada ao hospital de Santa Maria gravemente ferida, mas está livre de perigo. O agressor foi detido e ia ser presente a primeiro interrogatório judicial. Eram oito e meia quando Mónica Sofia, que está desempregada, e o namorado, Manuel Ferreira, tomavam o pequeno-almoço na pastelaria Pituca, junto à Fonte Luminosa. Preparava-se para ter aulas de condução e ia a exame na terça-feira, se a tranquilidade do início de semana não tivesse sido rompida pelo ex-companheiro, de 39 anos, servente de pedreiro, residente em Santarém. “A Mónica estava numa mesa e eu estava a pedir café e bolo quando o vi entrar com uma caçadeira embrulhada num saco de plástico. Só tive tempo para chamar o meu marido, que estava na mesa, antes dos disparos”, contou Teresa Almeida, irmã da vítima, cujo marido conseguiu impedir que a tragédia fosse maior, ao imobilizar o agressor. “Se não fosse o marido da irmã a tirar-lhe a arma das mãos e não o deixar fugir, ele matava-nos a todos”, relatou Manuel Ferreira. “Temi pela minha vida, mas antes queria que me matasse a mim do que fizesse mal a ela”, manifestou, entre lágrimas. De acordo com o namorado de Mónica Sofia, o ex-companheiro tinha aparecido minutos antes com uma declaração de venda de um carro que está em nome dela. “Mas chamou-lhe todos os nomes e insultos possíveis, e foi-se embora a gritar ‘para aquilo que vou fazer não vale a pena assinares papéis nenhuns. Foi quando voltou de repente com a arma”, recordou, para desabafar: “Nunca pensei que fizesse isto”. Teresa Almeida acredita que o ato foi “premeditado”. “Ele estava ali à espera dela. Não aceitava a relação com o novo companheiro, que está tratar do divórcio para se casar com a minha irmã. Insultou-a e disse que a matava”, afirmou, revelando que a familiar tinha acabado a relação “por causa de maus-tratos, violência doméstica e amantes que ele tinha”. O agressor, depois de manietado no interior do café, foi detido por uma patrulha da GNR que passava no local e entregue à PSP. O caso passou para a alçada da Polícia Judiciária de Leiria. A arma utilizada no crime foi apreendida. O agressor não terá licença de porte de arma. O Centro Distrital de Operações de Socorro de Leiria recebeu o alerta às 8h53, tendo uma ambulância do INEM transportado a mulher para o hospital das Caldas da Rainha. Foi transferida para o Hospital de Santa Maria, para ser intervencionada numa cirurgia maxilo-facial e plástica. O café onde ocorreram os disparos situa-se próximo da casa da vítima. O ex-companheiro reside com a filha do casal, de quinze anos, em Santarém. A jovem esteve no hospital das Caldas da Rainha e desmaiou ao ver a mãe a ser transportada numa maca para uma ambulância. Francisco Gomes
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