A agressora tinha sido identificada pela PSP e acabou por ser condenada pelo Tribunal
Arremessou pedra no julgamento do “Rei Ghob” e foi condenada a 950 euros
28 de Março, 2012
A mulher que arremessou uma pedra da calçada dentro da sala de audiências do Tribunal de Torres Vedras durante o julgamento de Francisco Leitão, conhecido por “Rei Ghob”, foi condenada ao pagamento de 950 euros de multa. A arguida, tia de Joana Correia, uma das alegadas vítimas de Francisco Leitão, viu ser-lhe aplicada a pena […]
Arremessou pedra no julgamento do "Rei Ghob" e foi condenada a 950 euros
A mulher que arremessou uma pedra da calçada dentro da sala de audiências do Tribunal de Torres Vedras durante o julgamento de Francisco Leitão, conhecido por “Rei Ghob”, foi condenada ao pagamento de 950 euros de multa. A arguida, tia de Joana Correia, uma das alegadas vítimas de Francisco Leitão, viu ser-lhe aplicada a pena de sete meses de prisão, convertidos em 190 dias de multa à taxa diária de cinco euros (o que equivale a 950 euros) e ao pagamento das custas judiciais do processo pelo crime de ofensas à integridade física qualificada. Susana Ferreira, empregada de balcão, de 38 anos, arremessou uma pedra da calçada dentro de uma bolsa de cosméticos na sessão de dia 6 de fevereiro. Procurava atingir “Rei Ghob”, quando este saía da sala de audiência sob escolta policial, por “ressentimento e desejo de vingança”, concluiu o tribunal. O objeto não chegou a acertar em Francisco Leitão, mas antes na advogada de defesa da família de Ivo Delgado, Cláudia Lúcia Gomes. A causídica adiantou que a pedra lhe acertou na perna, mas que não ficou ferida. Apesar do dispositivo de segurança, com revista à entrada pela PSP, a mulher tinha conseguido introduzir-se na sala com a pedra, por tratar-se de uma bolsa de cosmética sem metais no interior, que era o que estava a ser alvo de deteção. A agressora foi identificada pela PSP e depois de ter sido ouvida pelo Ministério Púbico foi constituída arguida. Na leitura da sentença, na passada segunda-feira, o Tribunal não aceitou o pedido da advogada da arguida de alterar o crime para ofensas à integridade física simples, considerando que Susana Ferreira sabia que, “mesmo que a pedra não batesse no arguido Francisco Leitão, iria seguir a sua trajetória e podia atingir magistrados, advogados ou a funcionária judicial”, pelo que sustentou que houve “perversidade” no crime, embora não tenha dado como provado que tenha sido premeditado pela arguida, que mostrou arrependimento. À saída do tribunal, a advogada da arguida, Cristina Marques Lúcio, disse aos jornalistas que pondera recorrer da sentença ao defender que “a condenação não seria tão elevada se atingisse um popular que se encontrasse na sala de audiências” ou se não se tratasse de um crime público, uma vez que não houve lugar à apresentação de queixa. A agressora foi julgada em processo sumário no passado dia 16. Francisco Leitão está acusado do homicídio de três jovens, entre 2008 e 2010. Os corpos de Tânia Ramos, Ivo Delgado e Joana Correia nunca foram encontrados. Sobre as motivações, a Polícia Judiciária, que deteve ‘Ghob’ em julho de 2010, acredita que tudo se prende com motivos passionais. O “Rei Ghob” foi ainda acusado da morte de um idoso, em 1995, mas o Ministério Público acabou por pedir a absolvição deste crime, por não ter reunido provas suficientes. Uma das testemunhas disse em tribunal ter visto Francisco Leitão agredir com uma barra de ferro Ivo Delgado até o deixar inanimado e com sangue perto da praia do Bom Sucesso, na lagoa de Óbidos, e depois transportar o corpo até próximo do cemitério das Caldas da Rainha. Francisco Gomes
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