Foi encenado o Auto de São Martinho, de Gil Vicente, e houve uma largada de 500 balões
Assegurada continuidade do Hospital Termal
21 de Março, 2012
Com a sombra de encerramento, comemoraram-se os 500 anos do compromisso da Rainha D. Leonor, com o presidente da Câmara, Fernando Costa, a assumir que não vai deixar que o hospital termal encerre e Carlos Sá a afirmar que se sente bem com toda a conjuntura. Numa singela homenagem à efeméride Carlos Sá, o atual […]
Assegurada continuidade do Hospital Termal
Com a sombra de encerramento, comemoraram-se os 500 anos do compromisso da Rainha D. Leonor, com o presidente da Câmara, Fernando Costa, a assumir que não vai deixar que o hospital termal encerre e Carlos Sá a afirmar que se sente bem com toda a conjuntura. Numa singela homenagem à efeméride Carlos Sá, o atual presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) que pôs nas mãos da autarquia a continuidade da atividade da unidade criada pela Rainha, afirmou que se sente bem, porque “500 anos após, o hospital termal continua aberto e de saúde”. “Durante 500 anos seguramente que terá corrido outros riscos de encerrar. É mais um risco e o que interessa é que resolvemos os problemas, de modo a assegurar que hospital se mantenha aberto. É isso que estamos a fazer”, disse. Carlos Sá não sabe se vai pedir mais ajudas à câmara, mas equaciona largar ou passar áreas que não estejam relacionadas com os cuidados de saúde da população. “O CHON tem de garantir os cuidados de saúde à população. É para isso que ele existe. Fora disso, tudo o que sejam áreas que não têm a ver diretamente com isso, têm de ser equacionadas caso a caso”, afirmou. Já Fernando Costa assumiu que paga a luz do parque e da mata há vários anos e pagar agora as análises para o hospital termal não encerrar é fruto da conjuntura atual, desdramatizando o facto de Carlos Sá não ter cabimentado verba para as análises. “O nosso hospital termal não vai correr riscos, porque nós deixaremos fechar o hospital. Jamais, nunca”, vincou. O presidente da câmara considera que “tem de haver um compromisso entre a câmara, o hospital e o Estado para que as dificuldades financeiras sejam ultrapassadas e nunca imponham uma menor qualidade no hospital. O hospital nunca fecha, mas não basta isso. É importante que não feche e mantenha uma boa qualidade”. Recorde-se que o CHON pediu ajuda à câmara para pagar as análises semanais obrigatórias, tendo enviado um comunicado esclarecendo que “tendo em conta o contexto atual, o CHON tem vindo a adotar uma estratégia que visa canalizar os recursos disponíveis para as áreas de atuação prioritárias, tais como os serviços de urgência, internamento, bloco operatório e consulta externa, entre outros”. “Nesse sentido, tem o CHON vindo a desenvolver contactos com a câmara municipal das Caldas da Rainha e a liga dos amigos do CHON, de modo a estabelecer um protocolo para coparticipação na manutenção da atividade do hospital termal. Tal estratégia nada tem também a ver com a possibilidade de cedência de património termal ou outro à autarquia, assunto efetivamente em análise, mas sobre o qual não existe ainda qualquer decisão. O CHON tem a seu cargo um conjunto de áreas de lazer e infraestruturas que são utilizadas diariamente pela população, pelo que faz sentido que outras instituições, possam contribuir de modo a garantir o acesso da população a esses serviços”, lê-se no documento. A festa dos 500 anos da assinatura no livro do compromisso da rainha D. Leonor foi assinalada no adro da igreja da Nossa Senhora do Pópulo, com uma peça do Teatro da Rainha, onde foi encenado o Auto de São Martinho, de Gil Vicente, e no final houve uma largada de 500 balões. O livro do compromisso é um documento que está no museu do hospital e das Caldas, onde se pode ler que foi um momento “ímpar na história das ciências da saúde portuguesa” por apresentar um conjunto de princípios regulamentadores do que viria a ser a assistência na idade moderna. Carlos Barroso
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