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Petição de 2009 obriga a ouvir população para decisão sobre as Termas

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“Não me admiro se o Hospital Termal Rainha D. Leonor a curto prazo for encerrado”, disse Vítor Dinis, porta-voz da petição assinada por 3129 subscritores, que deu entrada na Assembleia da República (AR) em 2009, contra a privatização do Hospital Termal. Uma vez que a gestão do património está novamente a ser discutida, os promotores […]
Petição de 2009 obriga a ouvir população para decisão sobre as Termas

Vítor Dinis, porta-voz da petição

“Não me admiro se o Hospital Termal Rainha D. Leonor a curto prazo for encerrado”, disse Vítor Dinis, porta-voz da petição assinada por 3129 subscritores, que deu entrada na Assembleia da República (AR) em 2009, contra a privatização do Hospital Termal. Uma vez que a gestão do património está novamente a ser discutida, os promotores do abaixo-assinado querem ser ouvidos para evitar o fecho ou a entrega aos privados do Hospital Termal. “Por deliberação da AR, foi determinado que qualquer posição relativamente à privatização do Hospital Termal e seu valioso património, só poderá ser tomada depois de ouvida a população caldense, conforma consta em ata na AR e publicação no Diário da República”, lembrou o porta-voz da petição, que considera que tem de ser ouvido antes que seja tomada alguma decisão em relação à gestão deste equipamento. Vítor Dinis convocou, no passado dia 12, uma conferência de imprensa de emergência junto ao Hospital Termal com o objetivo de comunicar que “estamos atentos a todas as tomadas de posição, devendo estar preparados para o pior, designadamente o possível encerramento do hospital termal. Comprometemo-nos a tornar público todos os movimentos que se venham a verificar, contando com a colaboração e apoio de todos, caso venha a ser necessário”, adiantou Vítor Dinis. O porta-voz da petição divulgou ainda que tem na sua posse um dossiê com todas as tramitações do abaixo-assinado e que será facultado “para consulta a todos aqueles quanto acreditaram em nós e assinaram o mesmo e contribuíram para que a deliberação da AR nos fosse favorável”. Vítor Dinis sublinhou também que estão contra um eventual acordo de parceria entre o Ministério da Saúde, a Câmara e o Montepio Rainha D. Leonor para a gestão do Hospital Termal. Este responsável coloca igualmente em causa todos os problemas com a contaminação das águas do Hospital Termal. “Toda esta comunicação da contaminação das águas afasta os utentes do hospital termal. Hoje esta unidade não chega a ter mil utentes. Isso pode ser um feedback para que por falta de aquistas se encerre ou privatize o hospital”, afirmou Vítor Dinis, lembrando que quando este equipamento tinha mais de oito mil utentes nunca se ouvia falar da infeção bacteriana das águas termais. Marlene Sousa

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