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Obras no perímetro de proteção do Hospital Termal

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A Direção-Geral de Energia e Geologia pediu esclarecimentos à administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) sobre as obras a decorrer dentro do perímetro de proteção da concessão hidromineral. Segundo o JORNAL DAS CALDAS apurou, a Direção-Geral não teve conhecimento das obras, tendo por isso solicitado explicações com urgência, com o aviso de que poderá […]

A Direção-Geral de Energia e Geologia pediu esclarecimentos à administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) sobre as obras a decorrer dentro do perímetro de proteção da concessão hidromineral. Segundo o JORNAL DAS CALDAS apurou, a Direção-Geral não teve conhecimento das obras, tendo por isso solicitado explicações com urgência, com o aviso de que poderá instaurar um processo de contra-ordenação. O próprio CHON não apreciou formalmente o projeto das obras no Largo Rainha D. Leonor em frente do Hospital Termal, edifício de interesse histórico e arquitetónico, desconhecendo se foi aprovado pelo Igespar – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Se fosse concretizado o traçado previsto, “todos os carros que irão percorrer em sentido único a rua Camões e os provenientes do Largo Conselheiro José Filipe irão passar em frente da porta do Hospital Termal, com utentes de mobilidade reduzida, acamados e termalistas que requerem o máximo de segurança e tranquilidade”, pode ler-se num relatório interno. “Esta solução não cria um corredor de segurança em frente da porta principal do Hospital de modo a garantir o acesso de uma ambulância em situações muito urgentes e de meios de proteção civil”, sustenta. “Os estacionamentos são insuficientes e não têm a largura legal recomendada para ambulâncias. Os pinos traseiros impedem a circulação das macas. Não está previsto estacionamento para deficientes, conforme legislação. Não existe uma bolsa de estacionamento para “largar” utentes que são levados aos tratamentos”, são outros dos aspetos negativos. Por outro lado, “o aumento de tráfego junto da porta do Hospital Termal cria uma forte poluição acústica e qualidade do ar, principalmente quando uma das vocações do Hospital é o tratamento de doenças do foro respiratório. Além disso criará vibrações significativas no edifício, galerias centenárias, não recomendáveis”. Anteriormente os carros passavam do outro lado do acesso principal e dirigiam-se ao Avenal subindo a ladeira. “Entre o Largo Rainha D. Leonor e o Largo D. Manuel não estão garantidas as larguras mínimas dos passeios por impossibilidade manifesta, mas deve-se facilitar do lado do Hospital a circulação de pessoas com mobilidade reduzida, privilegiando a circulação pedonal, em detrimento da viária fazendo cumprir a legislação em vigor”, é defendido. Por último, é apontado que “toda esta intervenção assenta na criação de uma via automóvel, existindo alternativa, em detrimento de um edifício que é classificado como património histórico, e que mereceria ser valorizado com uma área de enquadramento adequada”. Francisco Gomes

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