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Verbas para visitas de estudo são contestadas

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A Câmara Municipal das Caldas da Rainha deliberou continuar a comparticipar viagens de estudo das escolas do concelho ao longo deste ano, mantendo os mesmos critérios e valores de 2011. As viagens terão de ter, pelo menos, uma lotação de 50 alunos e a comparticipação da autarquia será de 45% da despesa do respetivo transporte, […]
Verbas para visitas de estudo são contestadas

As viagens terão de ter, pelo menos, uma lotação de 50 alunos

A Câmara Municipal das Caldas da Rainha deliberou continuar a comparticipar viagens de estudo das escolas do concelho ao longo deste ano, mantendo os mesmos critérios e valores de 2011. As viagens terão de ter, pelo menos, uma lotação de 50 alunos e a comparticipação da autarquia será de 45% da despesa do respetivo transporte, até ao máximo de 165 euros. A deliberação foi tomada por maioria do executivo camarário, com três votos a favor e dois votos contra. Votaram a favor o vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, e os vereadores Maria da Conceição e Hugo Oliveira. Votaram contra os vereadores socialistas Delfim Azevedo e Rui Correia. Na declaração de voto, os autarcas do PS continuam por declarar o seu “completo repúdio pela aprovação de uma medida que contempla uma redução da comparticipação na visitas de estudo de 50% para 45%”. “O PSD procurara aprovar há semanas uma proposta que reduzia este apoio da Câmara para 40%. Essa proposta foi, então, chumbada. Descontente com esse desfecho, todos os vereadores do PSD voltam a votar a favor de uma deliberação que diminui o valor daquela comparticipação. A Câmara consegue desse modo poupar por ano, segundo a sua própria estimativa, um total de 1000 euros”, afirmam os socialistas. Os vereadores do PS manifestaram que “no presente momento em que tantas famílias são obrigadas a dizer aos seus filhos que não têm dinheiro para pagar as suas visitas de estudo, num momento em que, nos dias de visita escolar, são cada vez mais os alunos que ficam na sala de aula por não terem possibilidades de pagar a sua parte, é, pelo contrário, nesta altura que importa que se discuta o aumento para o triplo ou quádruplo o valor da comparticipação da Câmara para os alunos mais pobres e não de estudar uma redução, que consideramos mesquinha, deste apoio mínimo”. “Se o fizéssemos, os valores aprovados, mesmo assim, teriam uma expressão irrelevante no orçamento municipal. Ninguém tem o monopólio da sensibilidade social, mas os vereadores do PSD, nomeadamente os mais próximos da realidade escolar e da ação social, sabem que esta é uma medida injusta e sem qualquer vantagem financeira”, sustentam. Francisco Gomes

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