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Na minha magra existência sempre me foi transmitido que devemos respeitar o próximo, as suas ideias ou ideais, que a diversidade faz parte do nosso globalismo. Tenho recebido dos meus pais uma educação baseada no diálogo e na discussão de ideias. Pelos meus pais, e na educação cristã que recebi fui levada a entender o […]

Na minha magra existência sempre me foi transmitido que devemos respeitar o próximo, as suas ideias ou ideais, que a diversidade faz parte do nosso globalismo. Tenho recebido dos meus pais uma educação baseada no diálogo e na discussão de ideias. Pelos meus pais, e na educação cristã que recebi fui levada a entender o conceito de família, aprendi que no amor está a solução para os males que a sociedade se debate, no seu penoso avanço ao longo dos tempos. Por isso me custa a perceber estes conceitos progressivos e libertinos que nos querem impingir, como se tudo fosse normal. Sei que o homem e a mulher só são diferentes no aspeto físico, que a nossa alma é assexuada, até consigo compreender que haja atração entre pessoas do mesmo sexo, mas tudo numa lógica de amor verdadeiro, só não entendo que tudo isto se transforme numa discussão sexual, onde tudo é permitido, onde não há valores, onde só importa o prazer do momento, ou as modas. A falta de valores com que a sociedade nos tem vindo a presentear, e cada vez mais após a dita conquista da liberdade, deixa-me apreensiva e desgostosa, caminhamos para um mundo cada vez mais egoísta, onde a lógica do “tudo vale” ou “primeiro eu”, é o ponto dominante. Isto entra-nos todos os dias pelos olhos dentro, e às vezes é difícil discernir o que é de boa prática ou não, tão banais os assuntos se tornaram, ninguém para para pensar, ninguém para para meditar, corremos sem ter para onde, gritamos sem ter com quem. Na minha maneira de pensar, a sociedade aproxima-se do abismo emocional e parece que ninguém se dá conta disso. Talvez seja essa a razão da minha dificuldade em integrar-me socialmente, porque muito do que vejo não gosto, entre o cinismo e a hipocrisia torna-se difícil confiar e ter amigos verdadeiros “aqueles amigos”, aqueles que os meus pais dizem que existia no tempo deles. Mas não quero ser injusta, sei que há quem pense como eu, e que tenha esperança num futuro mais promissor… pena é sermos cada vez menos. Ana Marta Santos

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