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Quem descansa, nunca alcança…

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Um dia, o burro de um camponês caiu num poço que estava seco. Insistentemente, o animal zurrou durante horas, enquanto o dono tentava descobrir uma forma de o tirar de lá…. Depois de algumas ideias falhadas, desiste e resolve que o melhor, uma vez que o animal já estava velho, era soterrá-lo para não ouvir […]
Quem descansa, nunca alcança...

Um dia, o burro de um camponês caiu num poço que estava seco. Insistentemente, o animal zurrou durante horas, enquanto o dono tentava descobrir uma forma de o tirar de lá…. Depois de algumas ideias falhadas, desiste e resolve que o melhor, uma vez que o animal já estava velho, era soterrá-lo para não ouvir o animal a sofrer. Chamou os vizinhos para o ajudar e todos pegaram nas suas pás e começaram a lançar terra para o poço. O burro deu-se conta do que se estava a passar e zurrou, desconsoladamente, até que… Parou. Depois de mais umas quantas pazadas de terra, o dono teve coragem de espreitar para o fundo do poço e surpreendeu-se com o que viu. A cada pazada de terra, o burro tinha feito algo incrível… Sacudia-se da terra e continuava a lutar pela vida. Enquanto os vizinhos iam lançando mais e mais terra para o poço, lá ia ele se sacudindo e… Subindo, pazada a pazada!… A solução estava encontrada e depressa todos puderam festejar quando o burro chegou ao cimo do poço e, alegremente, se continuava a sacudir. Esta história fez-me pensar em algumas medidas que o nosso governo recentemente implementou. Contudo, a realidade é que, se pensarmos bem, muitas delas apenas foram polémicas por colocar um ponto final a muitas situações cómodas, onde o facilitismo era a palavra de ordem. E refiro-me, especialmente, a tudo o que envolve medidas diretamente relacionadas com ensino e trabalho. Começando pelo ensino… Ao colocar um ponto final nas “Novas Oportunidades”, termina-se, finalmente, com um processo onde a atribuição de um certificado não era sinal de empenho, esforço e conhecimento, mas apenas de um processo facilitador da obtenção de habilitações… no papel. Ou seja, pelo simples facto de um indivíduo existir à face da terra já parecia ter, em Portugal, o direito adquirido de ter o 12º ano. Ou seja, já não chegava a realidade atual do ensino tradicional, com milhares de situações facilitadoras para quem pouco ou nada quer fazer (planos de recuperação, avaliações extraordinárias, épocas especiais ou redução das dificuldades verificada nos exames nacionais para mostrarmos à união europeia boas estatísticas), ainda assim, tínhamos um caminho ainda mais fácil… Outras questões polémicas envolveram o trabalho. A redução do tempo do subsídio de desemprego, maiores facilidades no despedimento, o fim do 13º e 14º mês e o encerramento das empresas durante as pontes por serem considerados dias pouco produtivos…. Fez-me parar para pensar… Na realidade, enquanto consultora de empresas, não calculam a percentagem de trabalhadores que se encontram “agarrados”, comodamente, ao contrato de trabalho, sem se preocuparem sequer com o seu contributo para o sucesso da empresa onde trabalham?!?… Será que o problema não foi os portugueses viverem tempo demais agarrados a muitos direitos… E poucas obrigações?!?… É chegado o momento de pararmos de nos lamentar, chorar e sacudirmos a terra que nos vai caindo em cima, para sairmos, de uma vez por todas, do poço onde nos temos enterrado…

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