Trabalho Infantil, uma chaga social

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?Apesar das catástrofes que abalam o mundo, existem alguns descalabros humanitários que, não dando tanto nas vistas, alimentam ainda mais o estado de situação crítica em que estamos mergulhados. De uma lista praticamente infinita destaco a exploração de crianças, que até à data tem vindo a aumentar exorbitantemente, acarretando consigo consequências, no mínimo, devastadoras. Segundo […]
Trabalho Infantil, uma chaga social

?Apesar das catástrofes que abalam o mundo, existem alguns descalabros humanitários que, não dando tanto nas vistas, alimentam ainda mais o estado de situação crítica em que estamos mergulhados. De uma lista praticamente infinita destaco a exploração de crianças, que até à data tem vindo a aumentar exorbitantemente, acarretando consigo consequências, no mínimo, devastadoras. Segundo a UNICEF, o trabalho infantil é toda a forma de trabalho abaixo dos 12 anos de idade, em quaisquer atividades económicas; qualquer trabalho entre 12 e 14 anos que não seja considerado leve; todo o tipo de trabalho abaixo dos 18 anos enquadrado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) nas “piores formas de trabalho infantil”. ?O trabalho infantil é um crime – maus tratos a menores implicando trabalho em atividades perigosas, desumanas ou proibidas, trabalho excessivo sendo este, na maioria, decorrente da venda e tráfico de menores, da escravidão por dívida, do uso de crianças ou adolescentes em conflitos armados, de prostituição e pornografia, bem como do seu aproveitamento para atividades ilícitas dos quais são exemplo a produção e o tráfico de droga. Pessoas ingénuas, frágeis e bastante manipuláveis são compradas com uma simples refeição ou alguns bens materiais. Torna-se assim mais fácil obter lucro num determinado negócio, num meio bastante perigoso e com consequências no mínimo graves e nefastas: o drama do trabalho infantil. É um crime deixar que tal coisa aconteça mas, para muita tristeza nossa, hoje em dia, existem cada vez mais famílias e pessoas assim, sem honestidade, respeito e orgulho dando mau exemplo, corrompendo e minando toda a sociedade.?Quem se preocupa, depois de ter o dinheiro no bolso, com crianças que sofrem nestes trabalhos? Do quão escravizadas elas são e de como perderam toda a sua infância a fazer trabalho de “gente crescida”? Crianças que no futuro serão possíveis assassinos, ladrões, contrabandistas, pois foi a vida que os pais lhes proporcionaram, que fez com que elas se revoltassem contra o mundo e tomassem os seus próprios caminhos. Deixam de ser crianças, deixam de brincar, saltar e pular. Deixam de sentir na pele o doce sabor da felicidade. Deixam de sorrir, deixam de chorar de alegria. Passam a mostrar raiva por todos e por tudo o que as rodeia, passam a ter medo de se afeiçoar a alguém, a excluir-se do mundo e a viver no seu próprio inferno, habituando-se à vida que levam e aos crimes que sofrem. Acabam por achar aquelas atrocidades rotinas normais de dia a dia. E quem lucra com isto tudo? ?Todas as crianças têm o direito a viver a sua infância em paz. Nenhum pai nem ninguém tem o direito de provocar toda esta dor e sofrimento ao seu próprio filho pois existem outras soluções. A exploração não é solução. Inês Henriques

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