Presidente da Câmara garante obras nas Caldas mesmo com orçamento condicionado

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Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas, disse que ainda não há visto do Tribunal de contas para a obra do parque subterrâneo em frente da autarquia, mas também se mostrou despreocupado porque ainda falta algum tempo. “O visto ainda demora mais dois a três meses. Estamos na fase de concurso, depois vem adjudicação, reclamação […]
Presidente da Câmara garante obras nas Caldas mesmo com orçamento condicionado

Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas, disse que ainda não há visto do Tribunal de contas para a obra do parque subterrâneo em frente da autarquia, mas também se mostrou despreocupado porque ainda falta algum tempo. “O visto ainda demora mais dois a três meses. Estamos na fase de concurso, depois vem adjudicação, reclamação e depois início de obras. Possivelmente só para o final do ano teremos o visto”, disse. O presidente da Câmara aproveitou para revelar que o orçamento do próximo ano será mais restrito, devido à conjuntura nacional de aperto financeiro, mas também porque a Câmara está a sentir a falta de cobrança de taxas. “Espero ter dinheiro para as obras. Aliás, não me lanço em obras sem ter dinheiro para as fazer. Em 2009 tivemos um percalço porque caíram as receitas municipais, no IMT. Em 2010 reduzimos o endividamento em um terço e no final deste ano devemos chegar praticamente sem dívidas aos fornecedores e com uma divida à banca a longo prazo muito pequena”, revelou. Fernando Costa avisa que é necessário administrar muito bem os cofres da autarquia para que não falte dinheiro para pagar as obrigações e para as obras. “Não basta não ter dívidas. É preciso não ter e não as fazer. Posso ter muitos defeitos, mas sei administrar a Câmara. O que se passa na Madeira é grave, mas passaram-se coisas muito parecidas em muitas Câmaras do país, porque a maioria tem mais dívidas do que receitas”, manifestou. O próximo orçamento da Câmara das Caldas será mais curto, porque os níveis de receita estão a cair, logo haverá menos dinheiro para investimento. “Há menos venda de imóveis, logo o IMT é menor devido à estagnação do sector da construção civil. A compra está praticamente paralisada. No próximo ano vamos ter menos receita em impostos e o Estado também já informou que haverá uma redução dos fundos de coesão e transferência do Orçamento de Estado. Mas mesmo com menos receitas e com cortes na despesa corrente em muitas coisas e uma gestão rigorosa poderá haver dinheiro para fazer obra. É isso que estou a tentar fazer”, referiu. “Mesmo assim vamos apresentar um grande programa porque este ano já lançámos concursos para dez milhões de euros de obras que se vão desenvolver no próximo ano. Essa verba obriga-nos a ter 1,5 milhões. Porém, também temos obras sem comparticipações, como são os casos de três concursos para estradas e reparações no valor de 1,5 milhões de euros. Temos de poupar e prescindir de algumas coisas para termos dinheiro para obras”, relatou Carlos Barroso

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