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Caldense e lisboeta num original casamento na praia

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Orlando Martins e Mafalda Santos aproveitaram o Verão para se casarem. Emigrantes em Inglaterra, escolheram o areal da Praia d’El Rey, em Óbidos, para a boda. Ele nasceu nas Caldas da Rainha e viveu no Painho, Cadaval. Ela é de Lisboa mas o pai é do Painho. Eram adolescentes quando se conheceram. Mafalda ia passar […]
Caldense e lisboeta num original casamento na praia

Orlando Martins e Mafalda Santos aproveitaram o Verão para se casarem. Emigrantes em Inglaterra, escolheram o areal da Praia d’El Rey, em Óbidos, para a boda. Ele nasceu nas Caldas da Rainha e viveu no Painho, Cadaval. Ela é de Lisboa mas o pai é do Painho. Eram adolescentes quando se conheceram. Mafalda ia passar os fins-de-semana ao Painho e Orlando estudava no Cadaval. Bastaram dois anos para passarem a viver juntos. Foi há quinze anos. Emigraram há treze “à procura de uma vida melhor”, ainda muito jovens. Mafalda tem 32 anos e Orlando 33 anos. “Aventurámo-nos em ir para o estrangeiro”, conta o caldense. O primeiro ano para a Suíça e depois escolheram Inglaterra. Uma das recordações que guardaram de Portugal e os tempos de namoro foram as praias da região – nomeadamente o Baleal e a Praia d’El Rey. Foi nesta última que resolveram casar, no dia 2 de Julho. Os preparativos começaram com oito meses de antecedência. “Começámos a ver quintas que tivessem praia perto, pois gostariamos de ter um casamento como se faz naqueles países exóticos (Ilhas Maldivas, México, Polinésia, Ilhas Maurícias), já que não podíamos fazer dado que a família está toda em Portugal, e as pessoas não iam viajar para um país desses dado a logística que era preciso e o capital que iriam ter que gastar”, relata Orlando. “Assim pensámos porque não fazer um casamento na praia, já que temos praias lindissimas na zona oeste e assim poderiamos realizar o nosso sonho em Portugal”, adianta. “Primeiro que tudo procurámos uma quinta que estivesse mais próxima da praia e virámo-nos então para onde se iria realizar a bendita cerimónia, ou seja, a praia. De seguida contactámos a capitania do porto de Peniche, dado que apesar da praia estar concessionada ao Hotel Marriott a autorização final teria de ser dada pela capitania. Reunimos toda a documentação (fotos da zona que iriamos ocupar, metragem que precisavamos e se iriamos ter meios mecânicos, tendas, etc), tendo a capitania nos dado uma resposta pronta e positiva”, descreve. Já que não é possível realizar casamentos católicos na praia, o recurso foi levar os representantes da Conservatória do Registo Civil, para o qual se obteve autorização. Com ‘luz verde’ para o necessário, só faltava a logística para os cem convidados e Orlando e Mafalda tiveram de vir três vezes a Portugal para tratar de assuntos relacionados com o casamento. No dia do casamento, a cerimónia na praia contou com ambiente sonoro proporcionado pelo saxofonista Pedro Morais. O bolo, com cerca de quinze quilos em chocolate, foi feito pela cake designer Teresa Henriques, proprietária da pastelaria “Eclipse”, nas Caldas da Rainha. “Já a conhecíamos de trabalhos que ela tinha feito para Óbidos e achámos o trabalho muito original e fora do tradicional, o que nós pretendíamos. Foi excepcional nos pormenores”, comenta Orlando, sublinhando que os noivos no bolo estavam vestidos de forma idêntica aos verdadeiros noivos reais. A recriação estava de tal forma real que até parecia que o bolo tinha areia, tal como na praia. Para além disso tinha um coqueiro, caranguejos, corais e outros motivos relacionados com uma praia. A revista “Faça Fácil Cake Design” considerou o momento tão original que publicou as imagens do bolo na sua edição do mês de Agosto. “Optámos por abrir o bolo na praia, o que foi um grande sucesso”, relata. O copo d’água teve lugar numa quinta. “Foi sempre o nosso sonho fazer um casamento diferente e casarmo-nos na praia. Foi uma cerimónia para recordar, cheia de romance e emoção”, indica. O caldense admite que “deu muito trabalho e desgaste físico, mas valeu a pena no final de tudo vermos as pessoas, tanto da parte da familia como de fora, só com elogios, porque nunca tinham assistido a nada assim”, conclui. Francisco Gomes

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