Os bombeiros das Caldas poderão deixar de fazer emergências médicas se o INEM não pagar mais pelos serviços, uma vez que dão prejuízos de cerca de cem mil euros por ano. Abílio Camacho, presidente da associação humanitária dos Bombeiros, anunciou ainda que entregará as chaves da instituição se a Câmara das Caldas e o INEM não resolverem esta situação económica da associação. “Vamos entregar a rescisão do contrato com o INEM, porque temos 60 dias para o fazer. Com o aumento das taxas ou a colocação de mais um posto INEM, porque fazemos cerca de 400 serviços por mês, pagando 20 mil euros em vez dos 10,5 mil euros actuais, nós já não tínhamos tantas dificuldades. Têm de resolver estas questões e outras que apresentamos, como a mudança de viatura, porque a actual está podre e na próxima inspecção não vai passar”, descreveu. “A partir de segunda-feira as coisas vão mudar e por isso digo à população que ninguém vai ficar sem socorro, porque o INEM tem a responsabilidade de o fazer e os bombeiros continuam a ter ambulâncias para o fazer. As pessoas serão socorridas, mas em moldes diferentes, porque o INEM terá de colocar aqui um posto novo em moldes diferentes e isso vai-lhe sair mais caro”, acrescentou. “O nosso maior trabalho é o socorro, mas a situação cada vez está pior e promete complicar-se mais. Temos nove profissionais no INEM 24 sob 24 horas. Contas feitas, o INEM deu-nos de prejuízo no ano passado 185 mil euros. Aquilo que gastamos nos homens, nos consumíveis e no combustível, com aquilo que o INEM nos paga, cerca de 10,5 mil euros de três em três meses e mais cinco euros cada vez que se mete o carro a trabalhar, seja para ir a Santa Catarina ou dentro da cidade, não chega. Compreendo que não devemos ter lucro, mas nós não podemos pagar para prestar um serviço do Serviço Nacional de Saúde”, manifestou. Abílio Camacho anunciou que já teve algumas reuniões com o responsáveis do INEM e tem para hoje uma nova sessão e ameaça deixar de ter o serviço se as coisas continuarem na mesma. O presidente da centenária associação de bombeiros lembrou que “a Câmara Municipal é a principal responsável por esta casa, por ser o senhor presidente da Câmara o responsável máximo da protecção civil municipal. Temos sócios, mas em último caso, se a Câmara não começar a ter mais atenção para com este corpo de bombeiros, entregamos a chave da associação à Câmara e transformem-na naquilo que quiserem”. Abílio Camacho pediu ainda à deputada Maria da Conceição, presente na cerimónia também como vereadora em vez de Fernando Costa, para interpelar o Governo sobre as ajudas aos corpos de bombeiros. “Pode a senhora mexer os cordelinhos para que os corpos de bombeiros sejam vistos de outra maneira. Todos estes homens abdicam de tudo e de todos para estarem aqui. Isto não tem preço. O corpo de bombeiros das Caldas está a passar por uma fase muito difícil. Uma das nossas fontes de receita eram os transportes de doentes, mas foi praticamente foi cortada. As credenciais não chegam e temos muito menos trabalho. Há cerca de dois anos comprámos duas viaturas e contratámos mais dois funcionários para colmatar os muitos serviços que tínhamos e agora, um ano depois, temos os carros parados e outros na mesma situação. O Ministério da Saúde deu uma machadada nos corpos de bombeiros”, disse. Não foi possível obter resposta em tempo útil por parte do INEM ou da Câmara Municipal sobre as preocupações da Associação Humanitária, pelo que na próxima edição iremos continuar com este assunto. Carlos Barroso
Bombeiros das Caldas ameaçam deixar de transportar doentes por dar prejuízo
22 de Setembro, 2011
Os bombeiros das Caldas poderão deixar de fazer emergências médicas se o INEM não pagar mais pelos serviços, uma vez que dão prejuízos de cerca de cem mil euros por ano. Abílio Camacho, presidente da associação humanitária dos Bombeiros, anunciou ainda que entregará as chaves da instituição se a Câmara das Caldas e o INEM […]
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