O advogado das famílias de etnia cigana realojadas em apartamentos na cidade de Alcobaça afirma que os protestos da população estão vazios de fundamento legal. Adelino Granja esclarece que os seus clientes “têm o cadastro criminal” limpo, razão pela qual não existe, no seu entender, “qualquer argumento jurídico do lado dos contestatários”. O defensor refere, ainda, que os realojados foram apanhados de surpresa pela contestação, pois “nunca foram confrontados directamente por ninguém”. O movimento “Protesto Indignado da População Alcobacense” contesta, desde há alguns dias, o realojamento de famílias que viviam em barracas junto do novo centro escolar de Alcobaça em apartamentos situados em três pontos distintos da cidade. Apesar de surpreendidos pela opinião pública e de algumas considerações que correm nas redes sociais da Internet sobre alguns elementos da etnia, as famílias realojadas não pretenderem avançar com qualquer queixa-crime por difamação. O advogado alcobacense adianta que o processo de reinserção social, formalmente iniciado pela autarquia de Alcobaça há um ano, tem no realojamento recente uma “solução provisória”. Logo que a Câmara tenha condições para construir novas habitações sociais, três famílias que antes moravam na Cova da Onça serão realojadas em definitivo, esclarece o advogado. Aumenta a contestação O que começou por ser uma contestação por causa da presença de uma família cigana no centro histórico estendeu-se ao realojamento deliberado, recentemente, pela Câmara Municipal, de mais duas famílias em ruas próximas ao Estádio Municipal de Alcobaça. O presidente do executivo camarário, Paulo Inácio, frisou que “o realojamento é temporário e as três famílias irão, no futuro, para habitações sociais, a construir pela autarquia”. A resposta não agradou aos populares. Paulo Alexandre
Famílias ciganas surpreendidas por onda de protestos
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