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Jorge Muchagato expõe desenhos sobre Amália em Óbidos

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Um conjunto de 21 desenhos sobre papel da figura de Amália Rodrigues pode ser visto até 6 de Outubro em dois bares de Óbidos, onde também se pode ouvir regularmente fado cantado ao vivo, o Troca-Tintos e o Arco da Cadeia. Esta pequena mostra integra alguns trabalhos que ainda foram vistos pela artista em vida. […]
Jorge Muchagato expõe desenhos sobre Amália em Óbidos

Um conjunto de 21 desenhos sobre papel da figura de Amália Rodrigues pode ser visto até 6 de Outubro em dois bares de Óbidos, onde também se pode ouvir regularmente fado cantado ao vivo, o Troca-Tintos e o Arco da Cadeia. Esta pequena mostra integra alguns trabalhos que ainda foram vistos pela artista em vida. Jorge Muchagato, à época professor de História da Arte na ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, já conhecia Amália desde 1980 e desde esse tempo tornara-se visita de sua casa em diversas circunstâncias. Aí mostrou os seus desenhos à fadista, durante a celebração de um dos seus últimos aniversários, recebeu o incentivo de prosseguir o seu trabalho de representação plástica, bem como os seus estudos sobre o património cultural português. “O meu coração sobre Amália (1995 – 2001)” é a designação da exposição. Ao longo de um período de seis anos em que se comprometeu com um conjunto de trabalhos escritos sobre o património edificado português, Jorge Muchagato, ouvinte e admirador de fado desde sempre, foi mergulhando em maior profundidade nesta forma de expressão musical e na figura impar de Amália Rodrigues como outras formas de afirmação do património cultural. À medida que avançavam os seus escritos e estudos teóricos sobre alguns dos elementos mais significativos do nosso património, crescia também a sua colecção pessoal de desenhos sobre papel da figura de Amália Rodrigues. “Assim quase como uma necessidade orgânica e inconsciente se foi constituindo esse pequeno acervo, à medida que a reflexão patrimonial convocava a necessidade de escutar essa expressão única da alma portuguesa e de fazer a representação pictórica da fascinante diva que foi Amália e que condensava em si todas as dimensões desse sentimento forte e difuso, intenso, apaixonado e fatalista, pleno de contradições e ambiguidades, que viaja em poucos segundos dos amores mais fortes à mais insuportável auto-comiseração. Afinal a expressão mais inteira, mais completa e mais perfeita da Alma portuguesa em toda a sua complexidade. Como só aos poetas é permitido conhecer e expressar, aos artistas celebrar e aos fadistas cantar”, descreve Lino Romão, na apresentação da exposição. Jorge Muchagato nasceu em Cascais, em 1966. Licenciado em História e com Mestrado em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, recebeu o Prémio Júlio de Castilho de Olissipografia 1997, com o livro “Jerónimos. Memória e Lugar do Real Mosteiro” em co-autoria com Nicholas Sapieha. Francisco Gomes

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