As seis escolas previstas para encerrar, vão abrir portas este ano lectivo no Município das Caldas. Lagoa Parceira em Nossa Senhora do Pópulo, Santa Susana no Landal, Casal da Marinha e Peso em Santa Catarina, a escola dos Carreiros em A-dos-Francos e a escola de Salir do Porto, são os seis estabelecimentos que vão continuar a receber alunos no próximo ano lectivo. Esta decisão governamental vai de encontro ao parecer da Câmara das Caldas e dos pais dos alunos, que chegaram a movimentar-se, nomeadamente em Santa Susana e Casal da Marinha. A continuidade “é uma boa decisão”, disse o vereador da educação e vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, que sublinha o facto do Governo ter atendido ao parecer negativo da autarquia. “A Câmara deu parecer desfavorável para o encerramento das cinco escolas, com argumentos de que a dimensão de alunos é adequada e se fechassem as crianças não iriam beneficiar de transportes e refeições. É por isso uma boa decisão não encerrarem estas seis escolas”, disse Recorde-se que a escola da Lagoa Parceira, segundo a autarquia, “a frequência de alunos tem vindo a aumentar, só não se constituindo duas turmas por falta de sala”. Por outro lado o fecho iria “aumentar as dificuldades ao nível do transporte de crianças” e a transferência dos alunos para a escola do Avenal “obrigaria a constituição de mais uma turma nesta escola, não reduzindo custos, fazendo com que duas das turmas funcionassem em regime de horário duplo, proporcionando um retrocesso na concretização do projecto “Escola a Tempo Inteiro”, em vigor no País”. Quanto à escola de Santa Susana, “a frequência de alunos é bastante elevada e a escola não oferece problemas de falta de socialização uma vez que coabita com o Jardim de Infância, tendo refeitório comum. A escola situa-se no extremo nascente da freguesia sendo impossível, com os actuais meios, garantir o transporte das crianças no momento presente. A junção de alunos desta escola com os da escola de Carreiros e de A-dos-Francos obrigaria a constituição de turmas em regime de horário duplo, o que proporciona um retrocesso na concretização do projecto “Escola a Tempo Inteiro”. Os alunos não beneficiam ao nível das condições da escola de acolhimento. O refeitório da escola de acolhimento não tem condições para acolher todos os alunos”, descreve a Câmara. Sobre a escola de Carreiros, “também não oferece problemas de falta de socialização uma vez que coabita com o Jardim de Infância, tendo refeitório comum. A escola acolhe alunos do extremo poente da freguesia. Já sofreu com um reordenamento anterior ao receber alunos da escola básica de Vila Verde de Matos, já suspensa. A junção dos alunos desta escola com os da escola de Santa Susana e A-dos- Francos obrigaria à constituição de turmas em regime de horário duplo. Os alunos não beneficiam ao nível das condições da Escola de acolhimento. O refeitório da escola de acolhimento não tem condições para acolher todos os alunos. Não é possível, com os actuais meios, garantir o transporte das crianças”, explica a autarquia. No que diz respeito à escola do Casal da Marinha, o estabelecimento de ensino “acolhe alunos do extremo nascente da Freguesia. Já sofreu com um reordenamento anterior ao receber alunos da escola do Casal da Coita já suspensa”. A Câmara sustenta que “não é possível, com os actuais meios, garantir o transporte das crianças e deverá ser avaliada se a ida dos alunos do Casal da Marinha para Santa Catarina origina a constituição de turmas em regime duplo”. No Peso, “a frequência de alunos é bastante elevada e a escola sofreu recentemente um reordenamento, ao ter recebido no ano lectivo transacto os alunos da Cumeira. Rejeitamos totalmente nova mudança em dois anos seguidos. A mudança de alunos para uma escola de outra freguesia provoca instabilidade e contribui para a perda de identidade das crianças e da valorização das suas origens”, afirma a autarquia. Na escola de Salir do Porto, “a frequência de alunos é elevada, só não se constituindo, nalguns anos, duas turmas, por falta de sala. É a única escola básica da freguesia. A sua suspensão desnecessária provocaria um sentimento de perca na comunidade, difícil de explicar e ultrapassar”, refere a autarquia. Tinta Ferreira não quis adiantar muito sobre a preparação do novo ano lectivo até porque vai convocar os jornalistas para duas conferencias de imprensa para dia 25 de Agosto e para 1 de Setembro para apresentar novidades em relação aos transportes com uma nova empresa e a nível da educação com uma nova empresa a fornecer refeições, uma nova sala de jardim de infância entre outras novidades apenas a anunciar mais tarde. No Bombarral também não fecham escolas No Bombarral, também os dois estabelecimento de ensino vão-se manter com alunos, embora com um número inferior a 21, justificando-se apenas este prolongamento por decisão extraordinária. Joana Patuleia, vereadora da educação da Câmara do Bombarral considerou “um bom sinal” a decisão do Governo em não encerrar as escolas de São Mamede e do Barrocalvo. “O não encerramento é uma autorização excepcional e que no próximo ano lectivo terá de ser de novo negociada com o Ministério”, disse a também vice-presidente, apesar de um dos critérios ser o número de alunos. A escola de São Mamede vai receber 17 alunos, mais dois que no ano anterior e a escola do barrocalvo vai receber 15 alunos, igual número em relação ao ano lectivo anterior. “A posição da Câmara é sempre contra o fecho das escolas”, disse a autarca, reforçando que esta também era a opinião dos pais e da Juntas de Freguesia. “Estamos muito satisfeitos com esta decisão porque estávamos espectactantes até porque o senhor ministro disse que as escolas só encerravam com concordância dos pais”. Peniche fecha uma escola No Município de Peniche a escola da Coimbrã, na Atouguia da Baleia vai encerrar portas, numa decisão que foi consensual entre o Ministério e a comunidade educativa, revelou o vice-presidente e vereador da Educação, Jorge Amador. “Da proposta apresentada pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo esta foi a única Escola que, consensualmente, a Comunidade Educativa aceitou suspender funcionamento, nomeadamente a Direcção do Agrupamento de Escolas, Associação de Pais e Encarregados de Educação, Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Peniche, face ao número de alunos previsto para o próximo ano”. Jorge Amador assegura que “já tem definida uma proposta para o transporte dos alunos”, que será apresentada em reunião com a Direcção do Agrupamento de Escolas de Atouguia da Baleia e com os Encarregados de Educação. O autarca aproveitou para apresentar alguns dos preparativos que estão a ser desenvolvidos, com vista ao normal arranque do ano lectivo, que permitirá “a abertura do concurso para admissão de professores no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular”, usando a plataforma online da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação. Com o objectivo de promover uma alimentação saudável e enquanto forma de prevenção da obesidade infantil a autarquia efectuou, pelo terceiro ano consecutivo, uma candidatura ao Regime Fruta Escolar, de forma a “criar condições para que seja distribuída fruta, duas vezes por semana, a todos os alunos do 1.º ciclo do ensino básico de Peniche”. No âmbito da Acção Social Escolar já decorreram as inscrições para candidatura por parte das famílias, aos subsídios para livros e material escolar, encontrando-se o Pelouro da Educação a envidar esforços no sentido de remeter aos Agrupamentos de Escolas os montantes concedidos, antes do início do ano lectivo. Relativamente ao Programa de Generalização de Refeições Escolares, segundo Jorge Amador, verificou-se “novo aumento do número de alunos que irão beneficiar deste serviço. A Câmara Municipal tem levado a cabo os procedimentos necessários para dar continuidade à implementação do programa. A Componente de Apoio à Família será uma oferta a manter, agora mais consolidada através do novo Regulamento já aprovado pelo executivo camarário e em apreciação pela Assembleia Municipal”, disse. Alcobaça é o Município onde mais escolas fecham portas É no concelho de Alcobaça que mais escolas vão fechar – 12. A medida é contestada em cinco povoações e os protestos são mais sentidos nos Covões e em Acipreste, onde havia mais alunos – 17. A abertura de dois centros escolares, em Alcobaça e na Benedita, levou a autarquia a defender a manutenção de cinco das escolas, mas o presidente da Câmara, Paulo Inácio, afirmou “compreender a imposição de fecho para dar cumprimento à lei”. De forma diferente pensam os pais dos alunos. Em Acipreste, Nuno Trindade, um dos encarregados de educação, apontou que a escola de acolhimento, no Areeiro, “tem piores condições”, para além de que “fica na direcção oposta ao local de trabalho dos pais, levando a percorrer diariamente mais seis quilómetros de ida e volta”. Manuel Alexandre e Maria Inácia, moradores em Covões, manifestaram sentir “muita tristeza” pelo encerramento da escola desta localidade, que “sempre foi muito frequentada e tinha boas condições”. Na escola dos Covões, mantém-se a faixa colocada pela FENPROF (Federação Nacional dos Professores) alertando que “Esta escola faz falta e o Ministério quer encerrá-la”. No placar da entrada estão ainda avisos da associação de pais e a informações sobre as datas das reuniões e documentos necessários para a matrícula dos alunos. Frei Domingos, Bemposta, Boavista, Ninho d’Águia, Freires, Azambujeira e Candeeiros integram as escolas cujos alunos serão transferidos para os novos centros escolares de Alcobaça e Benedita. Já os alunos de Acipreste, Covões, Cumeira, Valado de Santa Quitéria e Cabecinha serão transferidos para outras escolas básicas já em funcionamento no concelho. Carlos Barroso/Francisco Gomes
Escolas não fecham nas Caldas
18 de Agosto, 2011
As seis escolas previstas para encerrar, vão abrir portas este ano lectivo no Município das Caldas. Lagoa Parceira em Nossa Senhora do Pópulo, Santa Susana no Landal, Casal da Marinha e Peso em Santa Catarina, a escola dos Carreiros em A-dos-Francos e a escola de Salir do Porto, são os seis estabelecimentos que vão continuar […]
Escolas não fecham nas Caldas
(0)
.
Últimas
Artigos Relacionados
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.
Caravana da FENPROF passou pelas Caldas para abordar a situação da Escola Pública
Caldas da Rainha recebeu no dia 2 de março, a Caravana Nacional da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) que está a percorrer o país com o objetivo de mobilizar docentes e sensibilizar a sociedade para a situação da Escola Pública.



0 Comentários