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“Rei Ghob” tem de ser acusado ou sai em liberdade

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Fará um ano na próxima sexta-feira que um juiz de instrução criminal decretou a prisão preventiva de Francisco Leitão, suspeito de triplo homicídio de duas raparigas (Tânia Ramos, 27 anos, e Joana Correia, 16 anos) e um rapaz (Ivo Delgado, 22 anos). O ‘Rei Ghob’, como é conhecido em Carqueja, Lourinhã, onde morava numa casa […]
Rei Ghob tem de ser acusado ou sai em liberdade

Fará um ano na próxima sexta-feira que um juiz de instrução criminal decretou a prisão preventiva de Francisco Leitão, suspeito de triplo homicídio de duas raparigas (Tânia Ramos, 27 anos, e Joana Correia, 16 anos) e um rapaz (Ivo Delgado, 22 anos). O ‘Rei Ghob’, como é conhecido em Carqueja, Lourinhã, onde morava numa casa com aparência de castelo, está detido no Estabelecimento Prisional da Polícia Judiciária, em Lisboa, e nunca confessou esses crimes. Os inspectores da Polícia Judiciária já passaram a pente fino o “castelo”, os terrenos em volta, barracões, matas, rios e lagos nas proximidades, inclusive a Barragem de São Domingos, na Atouguia da Baleia, mas não descobriu os corpos. Segundo o semanário ‘Expresso’, se entretanto não surgirem mais pistas as buscas não serão retomadas. Sem os cadáveres, o Ministério Público vai ter de basear a acusação nos cartões de telemóvel, multibanco e no carro que Francisco Leitão tinha em sua posse e pertenciam às vítimas. No fecho desta edição foi tornado público que o Ministério Público de Torres Vedras ia acusá-lo de três crimes de homicídio qualificado, três de ocultação de cadáver e um crime de detenção de arma proibida. Para os investigadores, ‘Ghob’ assassinou Tânia Ramos a 5 de Julho de 2008 por ela namorar com Ivo Delgado. Leitão mantinha com este uma relação homossexual. Ivo acabou também por ser morto, a 26 desse mês. Já em 2010, voltou a atacar, desta vez Joana Correia, a 3 de Março de 2010, e também por causa de um rapaz por quem se sentia atraído – Luís Pinheiro. Francisco Leitão tem como antecedentes criminais a condenação a dois anos com pena suspensa por falsificação de documentos em 2000, condenação a 7 meses de prisão por cheque em provisão em 2001, condenação por detenção ilegal de arma a 90 dias de multa ou 2880 euros, em 2004, e condenação a cem dias de multa, à taxa diária de cinco euros, por simulação de crime, em 2009. É ainda suspeito de mais duas mortes: a de um idoso conhecido como “Pisa Lagartos”, em 1995, e a de um outro homem que também frequentaria o ‘castelo’ da Carqueja. A procuradora mandou extrair certidões para estes crimes serem investigados. Francisco Gomes

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