Sala lotada e um ambiente descontraído e divertido marcou o lançamento do livro “Kifofo Hombo – Cabra Cega” de Francisco Martins da Silva, professor e arquitecto, que decorreu na noite da passada quarta-feira no Sana Silver Coast Hotel, nas Caldas da Rainha. Foi um êxito o primeiro evento cultural do antigo Hotel Lisbonense, que fez lembrar as tertúlias e convívios sociais que outrora o Hotel Lisbonense possibilitava à comunidade caldense. A apresentação da obra esteve a cargo de Isabel Xavier, presidente da Associação Património Histórico. Segundo o autor, a narrativa do seu primeiro romance tem início nos anos 60 em Angola e tem a Guerra Colonial como pano de fundo. Atravessa o período da descolonização e acompanha as vicissitudes das suas personagens até à crise portuguesa actual. Não sendo uma obra autobiográfica, Francisco Martins da Silva recorre à sua vivência em Angola e à sua experiência enquanto professor, arquitecto e fotógrafo, para conferir espessura a este sensível retrato social, feito de histórias interligadas e personagens intensas. “Espero que o livro vos toque”, disse o autor perante cerca de uma centena de pessoas. Comovido pela presença de muitos amigos, Francisco Martins da Silva referiu que gosta muito de escrever e que lhe serve de terapia. “É uma forma de ultrapassar os momentos infelizes no dia-a-dia”, relatou o autor, revelando que não vai parar de escrever histórias. Segundo o autor, “Kifofo Hombo – Cabra Cega” surgiu lentamente mas depois o texto progrediu. “Parecia que se escrevia a si próprio. Os primeiros textos datam de há cerca de 9 anos e a dada altura vi que tinha um bom conjunto de textos e decidi definir uma estrutura”, disse no final da apresentação da obra. Referiu ainda que o seu processo criativo é o mesmo de um projecto de arquitectura. “Começo por uma estrutura e depois vou preenchendo os pontos nodais e estabelecendo ligações”, explicou. De acordo com o arquitecto o título tem um duplo sentido literal e metafórico. “Literal porque refere um jogo de cabra cega que ocorre entre três crianças num recreio de uma escola primária e num momento crucial desta narrativa e depois traduz um traço de carácter de uma das personagens”, descreveu o autor, acrescentando ainda que “traduz também aquilo que eu considero ser a atitude dos colonos no seu dia-a-dia no colonialismo e no contacto com os nativos. Uma atitude própria de quem não sabia bem que terreno estava a pisar e com quem estava a lidar”. Quando acabou de escrever o livro sentiu um vazio porque já estava ligado às personagens. “Fiquei de tal modo ligado às personagens que senti vontade de ter com elas diariamente, a obra esteve embrião durante vários anos mas depois foi rápido e vou continuar porque não consigo estar inactivo”, referiu o arquitecto, que lamenta “hoje em dia não haver projectos de arquitectura”, por causa da crise. O livro pode ser adquirido em algumas livrarias e também online através do sítio na Internet da editora Colibri. O autor espera apresentar o livro noutros locais do país, nomeadamente em Lisboa e na sua terra natal, Mangualde. Fernando Mão de Ferro é o editor da Colibri e um dos organizadores deste lançamento. Explicou que a obra “é um pouco polémico, com uma linguagem crua, mas garante que prende e surpreende o leitor com as suas histórias e personagens intensas”. Francisco Martins da Silva tem 52 anos e vive nas Caldas da Rainha desde 1998. É arquitecto e lecciona na EBI de Sta. Catarina. Nas Caldas também já foi professor de Educação Visual na EBI de Sto. Onofre e na D. João II. Marlene Sousa ?
Novo hotel aproveitado para lançamento de livro
20 de Julho, 2011
Sala lotada e um ambiente descontraído e divertido marcou o lançamento do livro “Kifofo Hombo – Cabra Cega” de Francisco Martins da Silva, professor e arquitecto, que decorreu na noite da passada quarta-feira no Sana Silver Coast Hotel, nas Caldas da Rainha. Foi um êxito o primeiro evento cultural do antigo Hotel Lisbonense, que fez […]
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