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Maria José Nogueira Pinto sepultada em A-dos-Negros

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Os antigos presidentes do PSD e CDS/PP, Manuela Ferreira Leite e Ribeiro e Castro, foram duas das várias personalidades presentes no funeral de Maria José Nogueira Pinto, deputada que esteve ligada aos dois partidos. A cerimónia fúnebre teve lugar na passada quinta-feira em A-dos-Negros, no concelho de Óbidos, onde a falecida tinha uma quinta de […]
Maria José Nogueira Pinto sepultada em A-dos-Negros

Os antigos presidentes do PSD e CDS/PP, Manuela Ferreira Leite e Ribeiro e Castro, foram duas das várias personalidades presentes no funeral de Maria José Nogueira Pinto, deputada que esteve ligada aos dois partidos. A cerimónia fúnebre teve lugar na passada quinta-feira em A-dos-Negros, no concelho de Óbidos, onde a falecida tinha uma quinta de família, onde costumava estar alguns dias. Cerca de duas centenas de pessoas, entre familiares e figuras públicas estiveram no cemitério de A-dos-Negros, onde o corpo foi sepultado num jazigo provisório, para mais tarde ser transferido para um definitivo. Manuela Ferreira Leite fez-se acompanhar do seu irmão, o dirigente desportivo Dias Ferreira. António Pires de Lima, José Miguel Júdice e Rui Machete, foram outras figuras presentes, tal como ex-ministro da Justiça Laborinho Lúcio, o actual presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, o padre João Seabra, a deputada Maria da Conceição Pereira, os presidentes de Câmara de Óbidos e de Caldas da Rainha, entre outros autarcas, a par do presidente da comissão política do CDS/PP de Óbidos. Na sua residência em Lisboa tinham estado antes o presidente da República e o Primeiro-Ministro, entre outras figuras. Maria José Nogueira Pinto morreu no dia 6, aos 59 anos, vítima de um cancro no pâncreas. Era natural de Lisboa. Em 1992 foi subsecretária de Estado da Cultura do XII Governo Constitucional, dirigido por Cavaco Silva. A experiência dura pouco por se ter incompatibilizado com o secretário de Estado do sector, Pedro Santana Lopes. Neste cargo, interdita a pala do Estádio José de Alvalade por falta de segurança, Santana desinterdita-a e, sentindo-se desautorizada, abandona o cargo. Em 1995, foi eleita deputada nas listas do CDS pelo círculo de Lisboa mas como independente, tendo-se filiado um ano mais tarde no partido então liderado por Manuel Monteiro. Chega a líder parlamentar e acaba por disputar com Paulo Portas a sucessão de Monteiro. Perde, depois de ter dito que “até o Rato Mickey” ganhava ao então director do semanário Independente. Em 2005, candidatou-se pelo CDS à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido eleita vereadora, ocupando a pasta da Habitação Social até 2007. É neste ano que sai do CDS, incompatibilizada com Paulo Portas, no período em que este quer voltar à presidência do partido, liderado por Ribeiro e Castro. É desse tempo a célebre frase que dirige a António Lobo Xavier: “Você sabe que eu sei que você sabe que eu sei…”. É também dessa altura o Conselho Nacional do CDS-PP, realizado no Hotel Marriot, em Óbidos, entre ameaças e insultos, quando acusou o deputado Hélder Amaral de a ter agredido fisicamente no final dos trabalhos, magoando-a nas costas e no ombro. Em 2009 integrou as listas do PSD para a Assembleia da República, sendo eleita deputada na XI Legislatura. Em 2011, já doente, integrou as listas do PSD para a Assembleia da República, sendo eleita deputada na XII Legislatura. ‘Zezinha’, como também era conhecida, ocupou uma lista extensa de cargos, desde provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a directora da Maternidade Alfredo da Costa e vice-presidente do Instituto Português de Cinema. Irmã da jornalista Maria João Avillez, era casada com Jaime Nogueira Pinto e tinha um filho de 38 anos e duas filhas, de 35 e 27 anos. Tinha uma grande ligação à região. Foi deputada na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha entre 1997 e 2001 e recebeu referências elogiosas pela forma como tentou disciplinar os trabalhos perturbados pelas discussões entre os deputados. Numa das sessões, chegou a questionar se a assembleia não era “altamente desconsoladora e desmotivadora”, devido às acusações cruzadas entre deputados e o presidente da Câmara. Meses antes de acabar o mandato, apresentou a renúncia por motivos profissionais. Na sua despedida do cargo, Nogueira Pinto fez um balanço da sua actividade, que foi a sua primeira experiência autárquica, e foi elogiada pela qualidade das suas intervenções e ajuda que deu na relação com o Poder Central. Em 2009, o seu nome foi referido como tendo mantido contactos com a administração das Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, mostrando-se interessada na aquisição da fábrica, em nome de um grupo. O negócio, contudo, seria efectuado pela Visabeira. Francisco Gomes

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